Economia se blinda da crise política - Política - A Notícia

Versão mobile

Moacir Pereira08/06/2017 | 06h01Atualizada em 08/06/2017 | 09h03

Economia se blinda da crise política

Até o Senado parece consciente desta realidade ao aprovar a reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos. Que aprove logo no plenário e também resolva logo a crítica situação da Previdência

Economia se blinda da crise política Lauro Alves/Agencia RBS
Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

Fenômeno singular vem se registrando neste momento no Brasil mergulhado numa crise sem precedentes. A cada dia ou semana uma nova denúncia abala a imagem do presidente Temer, um de seus auxiliares diretos é flagrado em ilícitos, ele mesmo se desgasta por relações espúrias com empresários enlameados. Mas a economia se revela até agora blindada, com números animadores a gerar fundadas esperanças.

O TSE julga o mais grave processo da história. No meio deste turbilhão de denúncias de corrupção da Lava-Jato decide sobre a cassação da chapa Dilma-Temer. A população acompanha a distância, os meios de comunicação só tratam do processo, mas as bases da economia se revelam protegidas. Até o Senado parece consciente desta realidade ao aprovar a reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos. Que aprove logo no plenário e também resolva logo a crítica situação da Previdência.

Esta nítida dicotomia também explica porque a cassação ou não da chapa Dilma-Temer não repercute na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Ninguém fala do tema. Há uma lógica política, claro. O PMDB silencia para proteger Temer, o PT nada diz para preservar Dilma, o PSDB, autor da ação, porque está arrependido, e o PSD, por ser aliado.

A razão maior, contudo, está no desejo de proteger a equipe econômica e evitar que a crise política contamine a economia. Os reflexos desastrosos, neste caso, seriam gravíssimos e imprevisíveis.

O Voto
Na semana que antecedeu a eleição do novo presidente do Senado, dia 1º de fevereiro, em Brasília, o delator da JBS e diretor Ricardo Raup circulou por Florianópolis. A interlocutores políticos daqui confidenciou que o voto de Dário Berger seria dado ao senador Renan Calheiros (PMDB), que derrotou o falecido senador Luiz Henrique da Silveira. Berger nega tudo, mas familiares do ex-governador revelam há dois anos que as traições foram sua maior mágoa nos quatro anos de  Senado.

Acompanhe as publicações de Moacir Pereira

Deputados do PMDB querem mudar projeto que cria segunda edição do Fundam

Ministro da Integração Nacional vem a SC avaliar impactos da chuva no Estado

Caso TSE não cassar a chapa, restará a Temer se equilibrar e enfrentar as outras acusações 

 

A Notícia
Busca