Se as polícias brigam entre si, o que sobra para a sociedade? - Política - A Notícia

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Moacir Pereira29/05/2017 | 09h41Atualizada em 29/05/2017 | 10h41

Se as polícias brigam entre si, o que sobra para a sociedade?

O cidadão que se depara com furto de carro, arrobamento no comércio e assaltos, fica sem entender quando o noticiário aponta, frequentemente, briga entre as polícias


Se as polícias brigam entre si, o que sobra para a sociedade que paga o salário de todos que pertencem às nossas forças de segurança? O episódio da prisão de policiais militares efetuada por policiais civis no batalhão da PM em Balneário Camboriú escancara algo que todos já sabiam: a rivalidade e picuinhas históricas entre as duas valiosas instituições.

Se formos seguir os protocolos internacionais, os indicadores de violência no Brasil nos colocam na humilhante condição de criminalidade epidêmica. Basta olhar no site da Secretaria de Segurança Pública as estatísticas. É evidente que estamos perdendo a batalha. A criminalidade avança em Santa Catarina,  mesmo sendo o Estado mais seguro do Brasil, como gostam de repetir as autoridades. Mas o Brasil é uma tragédia. A comparação tem que ser feita entre Santa Catarina.

Estamos afundando na segurança pública por vários motivos: legislação ultrapassada, falta de políticas públicas, sistema prisional falido, sistema educacional sucatado, efetivos reduzidos, falta de educação sexual nas periferias. Existem ainda, é verdade, outras inúmeras  razões. O cidadão que se depara com furto de carro, arrobamento no comércio e assaltos, fica sem entender quando o noticiário aponta, frequentemente, briga entre as polícias. É PM x Guarda Municipal e PM x Polícia Civil. As mais comuns.

Infelizmente, ao contrário do que afirmam as entidades que representam os servidores da segurança, o pano de fundo não é a defesa da sociedade. Essa briga não se dá porque um quer mais do que o outro proteger o cidadão. Essa briga é por poder. Briga por atribuições legais e vaidade. O contribuinte catarinense espera mais do que selfies e postagens raivosas pelas redes sociais entre policiais de diferentes instituições. O que o cidadão pagador de imposto exige é que as polícias atuem conjuntamente no foco do combate à criminalidade e superem as diferenças corporativistas.

Reflexão
Não está mais do que na hora de mudar a constituição e colocar o exército para atuar diariamente na segurança pública?

*Renato Igor é interino da coluna de Moacir Pereira. O colunista retorna de férias no dia 30 de maio.

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