Saavedra: A aposta difícil de Temer para tentar concluir o mandato - Política - A Notícia

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Trânsito19/05/2017 | 07h10Atualizada em 19/05/2017 | 07h10

Saavedra: A aposta difícil de Temer para tentar concluir o mandato

Sobrevivência no cargo se transformou em batalha ainda mais difícil para o presidente. Por outro lado, existem as dúvidas da eleição indireta

A crença brutal na manutenção da base governista, fundamental para sobrevivência em eventual processo de impeachment; aliada à confiança nos impactos na população da economia em recuperação e o apoio do ¿mercado¿ às reformas podem ter motivado o presidente Michel Temer a negar ontem a renúncia, conseguindo surpreender um povo calejado com sobressaltos.

 Já ameaçado pela ação de cassação no TSE e com a popularidade em frangalhos, o peemedebista – e o País inteiro – sabe da gravidade das delações expostas parcialmente no início da noite de quarta. Ainda mais se tratando de Lava-jato, na qual toda a revelação, por mais grave que seja, ainda é ¿pouco para o que vem por aí¿, uma interminável ponta do iceberg. 

Nessa aposta presidencial, ainda que possa ser um ganha-tempo, sabe-se lá, pesam também as dúvidas da eleição indireta: não há dúvidas em relação aos ritos, incessantemente reproduzidos ontem na mídia, mas o que virá da escolha dos deputados e dos senadores para o Palácio do Planalto? Só que o governo está destroçado e tentar encerrar o mandato já tomou das reformas o topo das prioridades. E pela gravidade do momento, será uma batalha ainda mais difícil. 

Avaliação
Mauro Mariani (PMDB) aponta o momento como ¿gravíssimo¿ e espera solução rápida sobre as delações, seja qual for o desfecho, renúncia ou permanência de Temer. Para o deputado, se o impasse permanecer por mais 90 dias, serão perdidos os recentes ¿poucos avanços¿ econômicos. O deputado conversou com a coluna antes da liberação de áudios pelo STF.

Em nota
Para o deputado, não é momento de pensar em compromissos partidários. ¿Não estou preocupado se o Temer é do PMDB, se o Aécio é do PSDB¿, diz. Em nota, o PMDB/SC, comandado por Mariani, disse apoiar a Lava Jato e que a Justiça ¿cumpra seu papel¿, em caso de confirmação das denúncias.

Sem rapidez, Udo teme mais crise
Udo Döhler (PMDB) acredita em agravamento da crise econômica se as delações envolvendo o presidente Temer não forem esclarecidas rapidamente. Para ele, será um grande risco se as investigações se prolongarem, mantendo a ¿espada de Dâmocles¿ na cabeça do presidente.

O prefeito de Joinville acreditava que Temer iria renunciar ontem. Quanto ao posicionamento se o presidente devia ou não renunciar, Udo diz que só com apuração com base na íntegra das conversas gravadas é possível uma manifestação sobre a renúncia.

Por um triz
O pessoal da Prefeitura de Joinville acha que se as gravações envolvendo Temer tivessem sido divulgadas antes, o Senado entraria em polvorosa e não teria aprovado nesta semana o financiamento da US$ 70 milhões com o BID. 

 Leia mais notícias do colunista Jefferson Saavedra

Comissionados

O governo Udo anda apontando informalmente por aí uma economia de pelo menos R$ 1 milhão mensal com os 200 cargos comissionados vagos. Ao longo do ano, o valor mensal que deixou de ser gasto foi ainda maior porque as nomeações foram em conta-gotas neste início de segundo mandato.

Ampliação no Infantil

Foto: Monique Moreira,divulgação / Divulgação

A ala com 20 leitos de UTI neonatal do Hospital Infantil de Joinville está em fase final de construção. Hoje, a instituição conta com sete leitos desse tipo. A ampliação também levará à elevação do valor repassado pelo governo do Estado à organização social responsável pela gestão do hospital. Ainda em 2017, será entregue também a ala psiquiátrica do Infantil.

Nova reforma

Mas se uma parte dos cargos tivesse sido cortada na reforma administrativa aprovada no início do ano, como chegou a ser aventado, a economia seria mais duradoura. Ou eterna, se ninguém quisesse recriar os postos de confiança. No primeiro mandato, foram eliminados 212 cargos, a maioria de supervisores. 

Preparo

Sidney Sabel anda tão interessado em concorrer a deputado estadual novamente que já está em contatos para futura assessoria. O partido mais cotado para o subprefeito se filiar é o DEM, mas há conversas com outras siglas, especialmente o PR. Para o PP, não volta mais.

Multas

Em decisão publicada na quarta, a 2ª Vara da Fazenda Pública negou liminar para a Fundação Cultural de Joinville (hoje incorporada pela Secretaria de Cultura e Turismo) em ação contra o Estado. A fundação queria a suspensão de duas multas aplicadas em 2015 após vistoria dos bombeiros militares no Centreventos.

Inspeção

As notificações foram feitas por causa de questionamento ao plano de prevenção de incêndio. Em sua defesa, a fundação alegou que o prédio passou por vistoria dos bombeiros voluntários, com aprovação do sistema de prevenção de incêndio e de pânico. Nos próximos dias, diz a Prefeitura de Joinville, o Centreventos passa pela inspeção anual da corporação voluntária.

Fora de pauta

O processo foi retirado de pauta e o Superior Tribunal de Justiça não julgou ontem os recursos da Prefeitura de Joinville e do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros contra a decisão do Tribunal de Justiça sobre a lei municipal de fretamento. Não há data definida para o julgamento. 

Ilegal

Parte da lei de Joinville, referente à limitação do número de veículos, entre outros dispositivos, foi considerada ilegal, em ação apresentada pelo Ministério Público em 2010. Mas como há recurso em tramitação em instância superior, a decisão do TJ ainda não é cumprida. 

Equipe própria

A Prefeitura de São Francisco do Sul vai assumir com equipes próprias os serviços de varrição, roçada e pintura de meio-fio a partir de junho. Hoje, os serviços são terceirizados, prestados pela Ambiental. O encerramento do contrato foi adotado por economia. Em 2015, a Ambiental ingressou com quatro ações devido ao atrasos nos pagamentos da Prefeitura. A empresa continuará responsável pela coleta de lixo, inclusive a seletiva. 

Emprego
O resultado do mercado de trabalho em Joinville neste ano, com 3,2 mil novas vagas, é excelente porque recupera os postos perdidos no ano passado e coloca a cidade em quinto lugar no ranking nacional do emprego. Mas sempre é bom a cautela: até abril de 2015, o pior ano do emprego em Joinville em quase duas décadas, a cidade também vinha no azul, com 2,2 mil novos postos. Só que acabaria aquele ano com mais de 10 mil demitidos. 

Cautela
A cúpula da Secretaria de Estado de Segurança Pública não apareceu na audiência do Comasa e não se viram protestos dos vereadores de Joinville, diferentemente do que ocorreu no encontro do mês passado. Vai ver a Câmara notou que partir para o confronto, moção de repúdio,, ameaça de comitiva em ônibus na Capital para fazer pressão, não trará resultado algum. 

Atração
O Sítio Novo lotou na noite de ontem para acompanhar a palestra de Jair Bolsonaro em Joinville.


 




 
 
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