PSD-SC recebeu R$ 8 milhões dos cerca de R$ 10 milhões doados por JBS e Seara nas eleições de 2014 - Política - A Notícia

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Campanha em SC19/05/2017 | 22h04Atualizada em 19/05/2017 | 22h04

PSD-SC recebeu R$ 8 milhões dos cerca de R$ 10 milhões doados por JBS e Seara nas eleições de 2014

Empresas do Grupo J&F estiveram entre os principais financiadores e ajudaram a eleger 24 políticos em Santa Catarina

Em Santa Catarina, dinheiro doado pela JBS e pela Seara nas eleições de 2014 ajudou a eleger o governador Raimundo Colombo (PSD), o senador Dário Berger (PMDB), seis deputados federais e 16 deputados estaduais de sete partidos. Esse volume de doações fez dos frigoríficos o segundo maior doador oficial daquela disputa - com R$ 9,67 milhões contra R$ 11,57 da siderúrgica Arcelor Mittal.

Foi nos cofres do PSD catarinense que aportou a maior parte dos recursos com origem na JBS e na Seara para as eleições em Santa Catarina. A declaração do delator Ricardo Saud de que acertou com Raimundo Colombo uma doação de R$ 8 milhões de forma oficial é comprovada nos registros de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foram três pagamentos feitos ao PSD nacional e repassados imediatamente ao diretório estadual do partido. Os dois primeiros, em 17 e 28 de julho de 2014, foram de R$ 3 milhões, em nome da JBS. O terceiro, de R$ 2 milhões, veio com o carimbo da Seara em 15 de agosto daquele ano.

Coube ao PSD-SC fazer a distribuição dos recursos entre as candidaturas locais. Esses recursos irrigaram as campanhas à reeleição do governador, candidaturas a deputado estadual e federal do partido e também de outros partidos.

Apenas para a campanha de Colombo, foram direcionados R$ 3,48 milhões - somando os recursos com origem na JBS e na Seara. O grupo foi o segundo maior financiador da campanha do pessedista, também atrás da Arcelor Mittal, que aportou R$ 6,75 milhões.

Os nove candidatos a deputado estadual eleitos pelo PSD em 2014 tiveram as campanhas irrigadas pela multinacional de alimentos. O maior beneficiado foi Ismael dos Santos, com R$ 550 mil na soma de três doações. Em seguida, vem Kennedy Nunes - beneficiário de R$ 500 mil. Maurício Eskudlark (hoje no PR) recebeu R$ 350 mil, enquanto Darci de Matos, Gelson Merisio, Jean Kuhlmann e José Nei Ascari tiveram aportes de R$ 300 mil cada. Nas prestações de contas de Gabriel Ribeiro e de Milton Hobus constam doações de R$ 1.242 com origem nos valores repassados pela JBS.

O PSD-SC também repassou dinheiro de JBS/Seara para candidatos que acabaram não conquistando vagas na Assembleia Legislativa: Cleony Barbosa (R$ 50 mil), Roberto Salum (R$ 300 mil), Rosemeri Bartucheski (R$ 300 mil) e Wanderley Agostini (R$ 1.242).

Embora com valores menores que os repassados aos candidatos à Assembleia, o PSD-SC também encaminhou dinheiro carimbado do frigorífico para os que concorriam a deputado federal. Eleitos, João Rodrigues e João Paulo Kleinübing receberam R$ 7,5 mil cada. O maior beneficiado acabou na suplência: José Aluizio Vieira, o Dr. Xuxo (hoje no PP) recebeu R$ 300 mil.

Curiosamente, o PSD catarinense também repassou recursos recebidos junto a JBS e Seara para candidatos de outros partidos. O maior beneficiado foi o deputado federal Mauro Mariani (PMDB), reeleito naquele ano, que recebeu repasse pessedista de R$ 250 mil originários da Seara. Com a mesma origem, o partido encaminhou R$ 100 mil para o deputado estadual Narcizo Parisotto (na época no DEM, hoje no PSC). Também foram repassadas doações da Seara para candidatos não-eleitos do DEM, do PCdoB e do PSDC.

Além dos recursos administrados pelo PSD catarinense, a JBS e a Seara também foram responsáveis por doações que ajudaram na eleição de parlamentares do PP - os deputados federais Esperidião Amin e Jorge Boeira e os deputados estaduais José Milton Scheffer, Silvio Dreveck e Valmir Comim. Foram cerca de R$ 2 milhões repassados através do diretório nacional do PP. Há registros de doações da JBS também nas campanhas do deputado federal Jorginho Mello (PR) e dos deputados estaduais Moacir Sopelsa (PMDB), Cesar Valguga (PCdoB) e Rodrigo Minotto (PDT).


 
 

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