Mesmo com prisões revogadas, Cármen Lúcia garante que "Lava-Jato não está ameaçada" - Política - A Notícia

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Nada de prejuízos03/05/2017 | 02h47Atualizada em 03/05/2017 | 02h47

Mesmo com prisões revogadas, Cármen Lúcia garante que "Lava-Jato não está ameaçada"

A presidente do STF concedeu entrevista ao programa "Conversa com Bial" nesta quarta-feira

Mesmo com prisões revogadas, Cármen Lúcia garante que "Lava-Jato não está ameaçada" Ramón Vasconcelos/TV Globo
Ministra Cármen Lúcia durante entrevista ao programa "Conversa com Bial", da Rede Globo Foto: Ramón Vasconcelos / TV Globo
Estadão Conteúdo
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A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, em entrevista ao programa "Conversa com Bial", da Rede Globo, na madrugada desta quarta-feira (3), garantiu que a Operação Lava-Jato não corre riscos, mesmo com as recentes revogações de prisões preventivas de condenados em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro.

— A Lava-Jato não está ameaçada, não estará. Eu espero que aquilo que cantei como hino nacional a vida inteira, nós do Supremo saibamos garantir aos senhores cidadãos brasileiros, de quem somos servidores: verás que um filho teu não foge à luta — afirmou a ministra.

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A descontraída conversa com o apresentador Pedro Bial foi gravada na segunda-feira (1) — antes, portanto, da decisão do STF que deu liberdade ao ex-ministro José Dirceu, na terça-feira (2). Na semana passada, o Supremo mandou soltar outros três presos: o pecuarista José Carlos Bumlai, o ex-tesoureiro do PP João Cláudio Genu e o empresário Eike Batista.

A ministra também foi questionada pelo apresentador sobre a possibilidade do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva ser candidato à presidência em 2018, mas preferiu não avaliar a situação jurídica do petista.

— Depende se ele for réu em primeira instância, se for em segunda instância, se o TSE, a Justiça Eleitoral, vai decidir sobre a Lei da Ficha Limpa... Não há como, abstratamente, dizer isto — explicou. A ministra ainda afirmou que a legislação eleitoral a ser aplicada em 2018 pode mudar até 16 de setembro.

*ESTADÃO CONTEÚDO

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