Lula: as duas faces do interrogatório - Política - A Notícia

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Moacir Pereira11/05/2017 | 17h27Atualizada em 11/05/2017 | 17h27

Lula: as duas faces do interrogatório

Nada do que aconteceu fora da sede da Justiça Federal constará do processo criminal contra Lula. E ele, durante o interrogatório, acabou se enrolando, com uma estratégia de defesa inconsistente

Lula: as duas faces do interrogatório GUILHERME ARTIGAS/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: GUILHERME ARTIGAS / FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Dois atos marcaram a presença do ex-presidente Lula em Curitiba: o interrogatório a que foi submetido pelo juiz Sérgio Moro, sobre as denúncias do Ministério Público Federal de atos criminosos envolvendo o triplex do Guarujá, e a concentração político-partidária na frente da Universidade Federal do Paraná.

O ato público foi frustrante para os organizadores, que anunciaram mais de 50 mil pessoas. Mas teve um fato positivo. Ao contrário de outras manifestações convocadas pelo PT, CUT, PSOL e aliados, não se registrou violência e nem depredações do patrimônio.

Ressalte-se que o caráter pacífico do ato foi consequência de um competente e rigoroso esquema de segurança e de intervenções muito oportunas das autoridades. Começou com a corajosa e firme decisão da juíza Diele Denardin Zydek, proibindo acampamento na região central, próxima da Justiça Federal. Veio depois nova proibição de ocupação ilegal da linha férrea. Na sequência, deslocamento ostensivo de tropas e viaturas do Choque da Polícia Militar executado o plano preventivo. Envolveram-se, também, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal para impedir a selvageria registrada em outras manifestações.

A concentração partidária e sindical em nada contribuiu para a defesa do ex-presidente. Afinal, é bem conhecido nos meios jurídicos o famoso brocardo latino "Quaod non es in actis non est in mundo" ("O que não está nos autos não está no mundo").

Nada do que aconteceu fora da sede da Justiça Federal constará do processo criminal contra Lula. E ele, durante o interrogatório, acabou se enrolando, com uma estratégia de defesa inconsistente. Transferiu toda a responsabilidade do triplex à mulher Marisa, falecida recentemente, e repetiu uma fantasia: a de que com ela não mantinha qualquer diálogo sobre assuntos da família.

Até petistas não se convenceram das negativas de Lula.

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