Ex-mulher de Sérgio Cabral é alvo de mandados de busca e apreensão de força-tarefa da Lava-Jato - Política - A Notícia

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Ministério Público Federal08/05/2017 | 11h51Atualizada em 08/05/2017 | 11h51

Ex-mulher de Sérgio Cabral é alvo de mandados de busca e apreensão de força-tarefa da Lava-Jato

Suzana Neves é suspeita de utilizar um imóvel em São João del-Rei para guardar obras de arte adquiridas com recursos ilícitos 

Ex-mulher de Sérgio Cabral é alvo de mandados de busca e apreensão de força-tarefa da Lava-Jato Reprodução/Facebook
Ex-mulher do ex-governador do Rio, Suzana Neves Foto: Reprodução / Facebook
Agência Brasil
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Policiais federais cumprem, nesta segunda-feira (8), dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Suzana Neves, ex-mulher do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Os mandados foram autorizados pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio, em Araras (RJ) e São João del-Rei (MG).

A Polícia Federal (PF), Ministério Público Federal (MPF) e Receita Federal investigam se Suzana está usando um imóvel em São João del-Rei para guardar obras de arte adquiridas com recursos ilícitos do esquema de corrupção que seria supostamente chefiado por Cabral. Também está sendo investigado se o imóvel, de R$ 600 mil, foi adquirido de forma ilícita.

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O MPF investiga ainda se Suzana Neves utilizou sua empresa Araras Empreendimentos para ocultar a origem ilícita de R$ 1,27 milhão, entre 2011 e 2013, através de negociações entre a Araras e a FW Engenharia, empresa investigada por pagamento de propinas em contratos com o governo do estado.

As investigações fazem parte do desdobramento das operações Calicute e Eficiência, coordenadas pela força-tarefa da Lava-Jato no Rio de Janeiro.

Segundo o MPF, as oito denúncias já apresentadas pela força-tarefa revelam como Cabral instituiu, ao assumir o governo do Rio, em 2007, um esquema de cartelização de empresas e favorecimento em licitações, mediante pagamento de propina de cerca de 5% em todas as grandes obras públicas de construção civil.

As investigações demonstram que a organização desviou mais de US$ 100 milhões dos cofres públicos mediante engenhoso processo de envio de recursos oriundos de propina para o exterior, segundo a PF.

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*Agência Brasil

 
 

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