Cinco ocasiões em que o novo ministro da Justiça polemizou sobre a Lava-Jato - Política - A Notícia

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Troca no comando29/05/2017 | 12h59Atualizada em 29/05/2017 | 12h59

Cinco ocasiões em que o novo ministro da Justiça polemizou sobre a Lava-Jato

Após nomeação de Torquato Jardim para a pasta, força-tarefa da operação teme interferência nas investigações 

Zero Hora
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Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Desde o anúncio de Torquato Jardim como novo ministro da Justiça, no domingo (28), uma série de reações despertou no país. Isso porque o ex-titular da pasta da Transparência é um conhecido crítico da Lava-Jato.

Dias antes da nomeação, o advogado havia questionado a abertura de inquérito contra Michel Temer no Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal (PF) disse que recebeu com surpresa a troca do comando do ministério e avalia que há "risco real" de interferência no trabalho de investigação.

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Relembre cinco ocasiões em que Torquato polemizou sobre a Lava-Jato:

Maio de 2016 — Há um ano, Torquato questionou, em entrevista ao jornal O Diário do Povo de Piauí, os procedimentos adotados pela Lava-Jato e reagiu com ceticismo à possibilidade de a operação mudar a cultura da corrupção no país. "O que mudou com o impeachment de Collor? O que mudou no Brasil depois da CPI do Orçamento, quando os sete anões foram cassados? O que mudou com o mensalão? O que vai mudar com a Lava-Jato?", indagou.

Fevereiro de 2017 — Em palestra para advogados em São Paulo, Torquato apontou uma série de problemas na Lava-Jato, como condenações sem provas reconhecidas pela Justiça Federal e alongadas prisões provisórias. Ele também afirmou que vazamentos seletivos geram ¿nulidade absoluta¿ de processos e, sem citar nomes, defendeu que conduções coercitivas só fazem sentido contra quem se recusou a cumprir ordens judiciais. 

26 de maio de 2017 — O novo ministro da Justiça defendeu, em entrevista ao Estado de S. Paulo, na última sexta-feira, o "reexame" no STF da competência do ministro Edson Fachin como relator do inquérito que investiga Temer, aberto a partir da delação da JBS. Ele minimizou o fato de o presidente ter recebido Joesley Batista, um dos proprietários do frigorífico, no Palácio do Jaburu sem registro na agenda oficial.

26 de maio de 2017 — Também na última sexta-feira, Torquato concedeu entrevista ao Correio Braziliense. Mais uma vez, ele minimizou o encontro de Temer e Joesley, ao afirmar que o presidente "tem uma conduta de informalidade que é própria de quem é do Congresso" e, assim, compreendia que ele tivesse recebido o empresário. 

28 de maio de 2017 — Horas após a sua nomeação, no sábado, Torquato disse, à Folha de S.Paulo, que vai avaliar mudanças no comando da PF. Ele ainda reafirmou a sua preocupação com a "fundamentação correta e precisa do tempo de prisão temporária" no âmbito da Lava-Jato.

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