A saída de Gavazzoni - Política - A Notícia

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Moacir Pereira23/05/2017 | 07h00Atualizada em 23/05/2017 | 07h00

A saída de Gavazzoni

A delação explosiva da JBS trouxe consequências em série para SC

A saída de Gavazzoni Diorgenes Pandini/Agencia RBS
Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

A delação explosiva da JBS trouxe consequências em série para Santa Catarina. Com implicações no MP-SC, OAB e no próprio governo. A Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público informou que vai pedir ao Supremo Tribunal Federal a cópia integral dos documentos das delações. 

Após análise, vai decidir se pedirá investigação, via inquérito civil, para apurar supostos atos de improbidade das autoridades. A OAB/SC considera grave o conteúdo da delação e "exige esclarecimentos com urgência". No governo, Raimundo Colombo perde o secretário mais próximo.

Citado na delação da JBS por supostamente estar envolvido no pagamento de R$ 10 milhões em troca de facilidades da venda (que não aconteceu) da Casan, Antônio Gavazzoni disse estar esgotado: "Eu não aguento mais". Afasta-se para se defender e processar quem o acusa. Negou qualquer ato de corrupção. "Vou processar todo mundo, pessoalmente". 

As delações da Odebrecht e JBS são parecidas. Citam entrega de dinheiro para facilitar a venda da Casan. O que se tem até agora é um projeto de lei aprovado que permite a venda da Casan e o jantar em São Paulo com o presidente da JBS. Caso não consigam provar ou auxiliar na comprovação do que dizem, os delatores perdem os benefícios e respondem processo, podendo ser condenados. Portanto, as histórias precisam de elementos comprobatórios para manter a liberdade dos criminosos confessos que pagam propina e agora estão em liberdade sem tornozeleira eletrônica e no exterior.

Fariam denúncias tão graves caso não tivessem meios de comprová-las com o início das investigações? Sem provas, o destino é a prisão dos delatores. Não se pode esperar nada diferente. O que os citados nestas histórias mais temem é que, lá na frente, com o avançar das investigações, apareçam gravações, fotos e saques bancários - que eles afirmam, enfaticamente, não existir.

Paredes falantes
Nos corredores da Alesc se comenta sobre o anúncio do vice-governador Eduardo Pinho Moreira, ontem, com exclusividade nesta coluna, da vontade de ser candidato ao Senado. Até então, esperava-se que Pinho iria assumir o governo em 2018, com a renúncia de Colombo para disputar o Senado. 

Diante do avanço da Lava-Jato e das incertezas das coligações para o próximo pleito, está tudo em aberto. Em candidatura própria, comentam colegas de parlamento, Pinho Moreira teria dificuldade numa campanha para governador. O foro privilegiado seria interessante na estratégia de defesa no caso Monreal/Celesc. O Senado seria uma forma de obter imunidade. Mas tudo depende se estará junto ou separado do PSD de Colombo.

*Renato Igor é interino da coluna de Moacir Pereira. O colunista retorna de férias no dia 30 de maio.

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