Gean Loureiro garante: "São quadros qualificados que representam segmentos" - Política - A Notícia

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Entrevista15/03/2017 | 06h01Atualizada em 15/03/2017 | 07h45

Gean Loureiro garante: "São quadros qualificados que representam segmentos"

Prefeito de Florianópolis nega loteamento partidário de cargos comissionados com a indicação de 39 candidatos a vereador

upiara boschi
upiara boschi

Peemedebista minimizou a indicação de candidatos a vereador de 2016 para vagas na prefeitura da Capital  Foto: Marco Favero / Agencia RBS

O prefeito Gean Loureiro (PMDB) concedeu entrevista ao Diário Catarinense para comentar a nomeação de 39 candidatos a vereador para vagas de confiança na prefeitura de Florianópolis. Ele nega loteamento político e ressalta que reduziu o número de cargos comissionados. 

Gean Loureiro nomeia 39 candidatos a vereador de 2016 para cargos na prefeitura de Florianópolis

Leia a entrevista:

Prefeito, são 39 candidatos a vereador em 2016 nomeados para a prefeitura até agora, 37 deles são suplentes. Isso contava ponto na hora da nomeação?
Não contava ponto. Até porque se levar em conta isso, tivemos ao todo quantos candidatos a vereador?

207.
Então, estamos falando de cerca de 15% (18,3%). Dentre estes existem quadros qualificados que representam segmentos. Eu nomeei o Gus (Gustavo Ferrari Wolowski, diretor de Negócios Inovadores na Secretaria de Turismo, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico), do DEM, que é um cara que atua na área de tecnologia. Busquei quem tem convivência e experiência de trabalho, como o Coronel Márcio (Alves, do PMDB, secretário de Cultura, Esporte e Juventude). O que eu não entendo é que às vezes tem uma cobrança tão grande na prefeitura e não em outras estruturas como o governo do Estado. Eu mesmo fui nomeado no governo quando era suplente (em 2011, suplente de deputado federal, Gean assumiu a Fatma). Muitos suplentes, com o cargo, depois conseguem ter um desempenho melhor. Mas o critério não foi ser suplente. Por exemplo, a Tatiane Trompowski (do PSDB, assessora do Sistema Jurídico na Procuradoria), teve 70 votos. Se fosse o critério, nunca assumiria, mas ela tem experiência jurídica.

O senhor não considera que essa ocupação de cargos por ex-candidatos signifique loteamento partidário da prefeitura, como os adversários disseram que o senhor faria por ter uma coligação de 15 partidos?
Se tivesse o loteamento partidário eu teria pego 600 cargos que existiam e nomeado os 200 candidatos a vereador. Ou todo mundo achava que eu ia nomear todos? Fizemos a reforma administrativa baixando de 600 para 400 cargos comissionados. Optei por nomear em torno de 280, sendo que nomeei até algo em torno de 200 e poucos.

Há muita frustração entre os 168 que não foram nomeados?
Acredito que as pessoas trabalharam para mim por achar que eu poderia transformar a cidade, não para dar um emprego para eles. Quem só pensa nisso está fora do nosso sistema de trabalho, que tem um nível de postura ética, responsabilidade de trabalho e tempo disponível que quando eu apresento as exigências, muitos desistem. Se eu marcar reunião para as 6 horas da manhã, não pode atrasar nenhum minutos. Desses 30 suplentes, muitos tem grande qualificação e experiência. Eu trouxe o Thiago Tavares (lutador, candidato a vereador pelo PMDB), para ser diretor de Esporte. Ganha R$ 4 mil. Numa luta ele ganha mais que isso, mas está nos emprestando a credibilidade do nome dele, o estímulo a projetos sociais, a referência.

Entre os nomeados, um é do PCdoB. É mais um partido na sua base?
Não. O convite ao Marco Martins (assessor técnico na Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude) é pela atuação que ele já tem na área de esporte. Além disso, é um dos principais assessores do reitor Luiz Cancellier, da UFSC. Conheço ele desde que fiz faculdade de Direito. É amigo pessoal meu, fez campanhas. Acho que foi o único do PCdoB que trabalhou por mim no segundo turno, por essa proximidade. O fato de ter sido candidato pelo PCdoB é uma das características dele, não a principal.


 
 

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