Upiara Boschi: Em nome de projeto para 2018 com Jorginho Mello na majoritária, PR deixa governo Colombo - Política - A Notícia

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Dissidência08/11/2016 | 18h01Atualizada em 08/11/2016 | 18h58

Upiara Boschi: Em nome de projeto para 2018 com Jorginho Mello na majoritária, PR deixa governo Colombo

Partido entrega Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte e se declara independente na Assembleia Legislativa. Leia entrevista com o deputado

Upiara Boschi: Em nome de projeto para 2018 com Jorginho Mello na majoritária, PR deixa governo Colombo Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados, Divulgação/Câmara dos Deputados, Divulgação
Jorginho Mello garante que a saída foi amistosa e que o PR não vai fazer oposição ao governo de Raimundo Colombo (PSD) Foto: Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados, Divulgação / Câmara dos Deputados, Divulgação
upiara boschi
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Liderado em Santa Catarina pelo deputado federal Jorginho Mello, o PR anunciou na tarde desta terça-feira que está deixando o governo estadual e a base do governador Raimundo Colombo (PSD) na Assembleia Legislativa. O partido comanda a Secretaria Estadual de Turismo, Cultura e Esporte com Filipe Mello, filho do deputado, e conta com dois parlamentares na Assembleia Legislativa, Maurício Eskudlark e Natalino Lazare. 

A justificativa do partido é o desejo de construir um projeto próprio para 2018, com participação na chapa majoritária. O PR foi um dos partidos que mais cresceu nos Estado nas últimas eleições municipais, elegendo 12 prefeitos. 

Em entrevista ao DC, Jorginho Mello diz que a saída foi amigável, que o partido não fará oposição, criticou o "tiroteio" entre PSD e PMDB e afirmou e que é o nome do PR para o governo do Estado daqui dois anos - embora não feche a porta para conversas futuras.

O PR está deixando o governo estadual. O que motivou a decisão?
Nós vamos fazer nosso projeto próprio agora. O PR vai ter candidato a governador, candidato na majoritária, então temos que ter nosso projeto próprio.

O senhor é o candidato a governador?
Eu sou o candidato. Esse é o motivo. Vamos trabalhar. O partido cresceu nas eleições, foi bem. Arrumadinho, bonitinho, 12 prefeitos, 37 vices, 200 vereadores. O partido está na ponta dos cascos. E o partido a nivel nacional quer fomentar candidaturas a governador e senador no Estados. Também não queremos ficar nesse tiroteio entre PSD e PMDB.

Esses rumores de que a Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte, hoje comandada pelo PR, seria oferecida ao PSDB, contribuíram?
Não, não. Eu falei com o governador ontem quando fui fazer de forma amistosa (a conversa sobre a saída) e ele disse que não tinha nada disso, conversa nenhuma (com o PSDB). Tem o João Mattos (secretário de Administração, do PMDB) que quer sair também e ele vai mudar alguns secretários. E o Filipe (Mello, filho de Jorginho e secretário estadual) há tempos tava me pedindo. Dizia que tinha arrumado que precisava na secretaria, mas que ela não funcionava, era muito emperrada. E como vamos fazer um projeto político, entendemos que a hora era agora.

O PR estava satisfeito com a Secretaria ou estava faltando recursos?
Faltando recursos sempre, muito sofrido, né? Mas esse não foi o motivo principal, porque todas estão assim. O governo também está com dificuldade em todas as áreas. Resolvemos fazer um projeto político. Fomos o primeiro partido a apoiar o Raimundo (na reeleição, em 2010). Agora queremos fazer nosso projeto político, senão ficamos vendidos sempre. Resolvemos colocar o bloco na rua.

O PR vai fazer oposição com seus dois deputados estaduais?
Vai ser independente. Vamos continuar praticando a boa política. Votando a favor dos projetos que sejam bons para os catarinenses. Não vamos fazer bafafá. Queremos construir, não desconstruir. Entendemos que o PR deve seguir seu rumo.

No final do ano passado o PR anunciou um bloco com PSD e PSB visando as eleições municipais? O bloco se desfaz? Ele funcionou?
Esse bloco funcionou um pouco na Assembleia. Aí saiu o Mario Marcondes para o PSDB, o Maurício Eskudlark (ex-PSD) veio para o nós. Não sei como eles estão mantendo esse bloco, mas ele não tem se materializado com continuidade.

Nessa briga interna de PSD e PMDB, sócios do governo Colombo, vocês preferem algum?
Não, nós vamos fazer o nosso projeto e lá na frente a gente conversa. O que não pode é ficar esse tiroteio. O PR já tem musculatura para prosseguir seu projeto e nós vamos fazer isso.

 
 

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