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Paralisação30/11/2016 | 15h05

Servidores protestam contra medidas da Secretaria da Saúde de Joinville

Prefeitura vai ampliar horário nas unidades básicas e já garantiu que mudança não acarretará em aumento de carga horária e nem em novas contratações

Servidores protestam contra medidas da Secretaria da Saúde de Joinville Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
Servidores se concentraram na sede da Secretaria da Saúde de Joinville, no bairro América Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS
Alex Sander Magdyel

alex.cardoso@an.com.br

Parte dos servidores que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Joinville paralisaram suas atividades na manhã desta quarta-feira. Com o apoio do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville e Região (Sinsej), eles protestam contra a decisão da Secretaria da Saúde, que anunciou que o horário de atendimento de todas as unidades será ampliado. A partir desta quinta-feira, 37 unidades não fecharão mais para o almoço e esta é só a primeira de uma série de alterações estudadas para 2017. Outras 20 unidades já funcionam assim.

Os servidores que protestaram nesta quarta afirmam que concordam com a ampliação do atendimento. A reclamação é que ampliam-se os horários sem a contratação de profissionais, o que pode prejudicar o atendimento à comunidade. Segundo o Sinsej, a medida anunciada implica principalmente nas unidades onde há equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF). Estas equipes contam com no mínimo um médico, um enfermeiro, dois técnicos de enfermagem e seis agentes comunitários.

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O sindicato reclama que aumentar o tempo de atendimento das unidades sem aumentar o número de equipes reduzirá a quantidade de pessoal em cada período.

— Sem a ampliação das equipes, a população que procurar a unidade vai ter o atendimento reduzido. A equipe não vai conseguir fazer o atendimento da forma que tem que ser — afirma Deise Regina Pereira de Lima, diretora do Sinsej.


Deise já atuou como agente comunitária e administrativa em Joinville

A direção do Sinsej se reuniu nesta quarta com as secretárias Francieli Schultz, da Saúde, e Rosane Bonessi, de Gestão de Pessoas, na sede da Secretaria da Saúde de Joinville. Depois disso, os manifestantes foram para a Prefeitura de Joinville na tentativa de serem atendidos pelo prefeito Udo Döhler. Lá, os servidores voltaram a se reunir com as mesmas secretárias com quem já tinham conversado anteriormente. A primeira conversa evoluiu “em partes”, de acordo com o Sinsej. A ampliação no horário de almoço está mantida. O que ainda será avaliado é a outra iniciativa do governo, que é a abertura de todas unidades de saúde das 7 às 19 horas, que hoje funcionam entre 8 e 17 horas. O sindicato afirmou que a Prefeitura garantiu que não  vai aplicar a medida antes de um estudo apropriado. Para esta medida, a Secretaria da Saúde informou que considera a contratação de novos profissionais.

— Com a equipe completa, a gente negocia essa ampliação — garante Silvia, que já trabalhou como agente comunitária e administrativa em Joinville.

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Para a Prefeitura, esta medida visa melhorar e estender o atendimento à população. A secretária da Saúde, Francieli Cristini Schultz, afirma que a mudança não acarretará em aumento de carga horária dos servidores e nem em novas contratações.
 
— Vamos trabalhar com a reorganização das escalas das equipes para que seja possível manter a unidade aberta ao meio-dia, assim como já ocorre em outras 20 unidades — afirma Francieli, que acredita que mudança fará com que as pessoas possam buscar remédios nas unidades, agendar uma consulta ou um exame sem precisar faltar o trabalho ou a aula.
 
A abertura de todas unidades das 7 às 19 horas pode ser efetivada em 2017, ainda sem data definida. A Secretaria da Saúde de Joinville alega que está avaliando a medida com as equipes da Atenção Básica, recebendo sugestões para que as unidades ampliem para 12 horas o atendimento.
 
— As equipes estão se organizando internamente para a implantação gradativa do novo horário de atendimento — afirmou a secretária da Saúde.
 
Até 14h30 desta quarta-feira, a Secretaria da Saúde não havia concluído o levantamento de profissionais que pararalisaram as atividades nos serviços de saúde. Ao menos uma unidade fechou durante a manhã.

O Sinsej informou que a pauta ainda será trata pelo Conselho de Saúde de Joinville numa reunião extraordinária realizada na sede da Associação dos Municípios de Nordeste de Santa Catarina (Amunerc) na próxima segunda-feira, às 18h30. Na terça-feira, às 18 horas, o sindicato convocou uma assembleia com os servidores para encaminhar as próximas medidas.

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