Quais mudanças no pacote anticorrupção foram feitas em comissão especial na Câmara - Política - A Notícia

Versão mobile

Alterações24/11/2016 | 07h11Atualizada em 24/11/2016 | 07h12

Quais mudanças no pacote anticorrupção foram feitas em comissão especial na Câmara

Pressionado por líderes partidários, o relator da matéria, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), fez modificações em seu parecer final, que foi aprovado por unanimidade no colegiado na quarta-feira

Quais mudanças no pacote anticorrupção foram feitas em comissão especial na Câmara Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Foto: Dida Sampaio / Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo

O pacote de medidas de combate à corrupção enviado pelo Ministério Público Federal (MPF) ao Congresso Nacional passou por uma série de mudanças durante análise em comissão especial da Câmara. Pressionado por líderes partidários, o relator da matéria, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), fez uma série de alterações em seu parecer final, que foi aprovado por unanimidade no colegiado na quarta-feira. Também foram aprovados destaques que modificaram o texto.

Leia mais:
Não é possível anistiar o caixa 2, afirma Onyx 
O pacote e as reações


Confira algumas mudanças realizadas no pacote pela comissão:

CAIXA 2
 — Incluiu punição a quem praticar caixa 2 em nome do candidato ou do partido, como tesoureiros de campanha ou das legendas.
— Reduziu multa a partidos para 5% a 20% do valor de repasse da cota do fundo partidário referente ao ano em que o ato lesivo ocorreu. MPF queria multa entre 10% e 40%.
— Pena de dois a cinco anos para caixa 2 foi elevada em um terço, em caso de agravante, e não mais dobrada, como previsto.

VENDA DE VOTO
— Tornou mais explícito que o eleitor que vender o voto também será responsabilizado, com pena de um a quatro anos.

REPORTANTE
— Criou a figura do reportante, que poderá receber até 20% dos valores recuperados graças a denúncia a órgãos da Justiça ou à imprensa que levar à imposição de penalidades.

CRIME DE CORRUPÇÃO
— Transformou em crime hediondo delitos de corrupção contra a administração pública apenas quando o valor da vantagem for superior a 10 mil salários mínimos. O parecer anterior mencionava 100 salários mínimos.

TESTE DE INTEGRIDADE
— Foi retirado por destaque apresentado pelo PT.

EMBARGOS DECLARATÓRIOS
— Só poderão ser apresentados uma única vez e deverão ser respondidos em um prazo de até cinco dias pela Justiça.

PROVA ILÍCITA
— Esclareceu que provas ilícitas não poderão ser aceitas em processo.

HABEAS CORPUS
— Retirou medidas que restringiam a concessão de habeas corpus.
— Manteve apenas trecho que diz que juiz deverá "cientificar" MP e defesa para se manifestarem sobre habeas corpus, caso o instrumento tenha efeitos na investigação criminal ou no processo penal.
— Destaque do PT retirou possibilidade do MP recorrer de habeas corpus impetrado para anular uma prova.

AÇÃO POPULAR
— Reincorporou normas para a atualização da Lei da Ação Popular.

PRISÃO PREVENTIVA
— Rejeitada proposta que permitia prisão preventiva com finalidade de permitir identificação, localização e devolução do produto do crime.

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
— Retirou artigos que regulavam cooperação jurídica internacional entre a Justiça brasileira e de outros países.

Leia as últimas notícias

 
 

Siga A Notícia no Twitter

  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaAcidente entre três veículos bloqueia trânsito na BR-280, em Araquari https://t.co/Zn9qoTxd98 https://t.co/5tLiPddq4Yhá 2 horas Retweet
  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaDelegado deve concluir inquérito sobre chacina em Joinville em até 30 dias https://t.co/sZOLZeqvB0 https://t.co/dr9cGk1c9Chá 4 horas Retweet
  •  
A Notícia
Busca
clicRBS
Nova busca - outros