Propostas que teriam potencial de enfraquecer Lava-Jato avançam no Congresso - Política - A Notícia

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Em Brasília17/11/2016 | 08h05Atualizada em 17/11/2016 | 08h05

Propostas que teriam potencial de enfraquecer Lava-Jato avançam no Congresso

Partidos se articularam para alterar pontos do parecer apresentado pelo relator do pacote de medidas contra corrupção, Onyx Lorenzoni

Propostas que teriam potencial de enfraquecer Lava-Jato avançam no Congresso Lucio Bernardo Jr / Câmara dos Deputados / Divulgação/Câmara dos Deputados / Divulgação
Manifestantes invadiram o plenário da Câmara dos Deputados na quarta-feira Foto: Lucio Bernardo Jr / Câmara dos Deputados / Divulgação / Câmara dos Deputados / Divulgação
Estadão Conteúdo
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Propostas que na visão de procuradores e magistrados têm potencial para enfraquecer as investigações, especialmente a Operação Lava-Jato, avançaram na quarta-feira no Congresso Nacional. Na Câmara dos Deputados, partidos se articularam para alterar pontos do parecer apresentado por Onyx Lorenzoni (DEM-RS), relator do pacote de medidas contra a corrupção.

Um grupo de parlamentares ameaça apresentar um relatório paralelo para tornar explícita a anistia ao caixa 2 cometido até a publicação de uma nova lei que criminaliza a prática. Deputados também articulavam a mudança de integrantes da comissão e o retorno ao texto do endurecimento das regras de punição a juízes, procuradores e promotores.

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A movimentação na comissão da Câmara gerou reação do procurador Deltan Dallagnol, que, no Facebook, acusou "lideranças partidárias" de "manobras" de última hora. "Isso é um desrespeito com os mais de 2 milhões de brasileiros que assinaram o projeto de iniciativa popular", escreveu o coordenador da força-tarefa em Curitiba.

A articulação contra o parecer de Lorenzoni acabou por adiar a votação do texto da comissão especial. Havia a previsão era que a proposta fosse votada nesta quarta mesmo no plenário da Casa. O local acabou sendo invadido à tarde por de cerca de 50 pessoas — manifestantes que se intitularam de direita e disseram que tinham como bandeiras a intervenção militar, o combate à corrupção e o apoio ao juiz Sergio Moro e à Lava-Jato.

A invasão gerou tumulto e brigas no plenário. O ato organizado pelo aplicativo do WhatsApp ocupou a Mesa Diretora da Casa e pedia o fechamento do Congresso. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ameaçou determinar a prisão dos invasores.

Na outra Casa legislativa, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acelerou a tramitação do projeto que modifica a lei de abuso de autoridade e agendou a votação da proposta diretamente em plenário no dia 6 de dezembro. O senador Roberto Requião (PMDB-PR) foi anunciado como relator do projeto.

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