"Medo muito grande de o Trump vencer", diz catarinense nos EUA - Política - A Notícia

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Direto dos EUA08/11/2016 | 03h40Atualizada em 08/11/2016 | 08h02

"Medo muito grande de o Trump vencer", diz catarinense nos EUA

Um reality show. Ou uma luta de UFC. É assim que alguns brasileiros têm enxergado a disputa pela presidência norte-americana. Com debates acirrados e alguns escândalos, a campanha de 2016 se tornou um espetáculo, que, em muitas vezes, tem ofuscado as propostas e dificultado a opção. A catarinense Carolina Faller Moura, de 28 anos, mora nos Estados Unidos desde 2014 e, apesar de não poder votar nesta eleição, tenta convencer os amigos mais próximos sobre a importância de participar do processo de escolha do presidente.

– (Existe um) medo muito grande de o Trump vencer. Mas, ao mesmo tempo, alguns democratas estão se negando a votar na Hillary, e outros tentam convencê-los a votar nela – conta a artista e escritora, que vive em Chicago.

O clima de tensão entre os brasileiros com uma possível vitória do republicano também se justifica pelas mudanças que podem acontecer no país. Conhecido por suas posições conservadoras com relação a temas ligados às mulheres, aos imigrantes e à comunidade LGBT, Trump assusta pessoas como a cineasta Carla Dauden, 26. Ela cresceu em Florianópolis, vive em Los Angeles desde os 18 anos e considera que, desde 2008, os EUA avançaram bastante sob o comando de Barack Obama. O receio é que esses avanços sejam contidos e que o país tome um rumo mais ¿à direita¿, como ela diz, com cortes em áreas importantes como saúde e educação.

– Tudo que é muito radical assusta. E o fato e ele ser uma pessoa tão inconstante e com ideais perigosos é assustador. Me espanta que tenhamos chegado a essa altura da eleição com alguém assim – diz ela.

Mas apesar desse receio constante, a pequena diferença entre os dois candidatos nas pesquisas de intenção de voto divulgadas pela imprensa americana ontem, indica que Hillary também não é unanimidade. Para muitos brasileiros, a candidata democrata está longe de ser o que o país precisa e também pode significar um retrocesso. A paulista Gisele Trimboli Goodwin, de 30 anos, conta que muitos acham a abordagem de Hillary quase socialista e temem que, caso eleita, ela sobrecarregue os cidadãos que vivem no país com impostos, para manter alguns programas sociais e iniciativas do governo Obama. Para Gisele, o contraponto é a questão migratória, que, ao que tudo indica, se tornaria muito mais complexa com os Estados Unidos nas mãos de Trump. 

– Na verdade eu acho que a população está em desvantagem de todas as maneiras, independentemente de quem ganhe. É o que chamamos aqui de "lose-lose situation".

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