Após eleição municipal, partidos mapeiam nomes para concorrer a deputado federal e estadual - Política - A Notícia

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Eleições 201605/11/2016 | 03h14Atualizada em 05/11/2016 | 03h14

Após eleição municipal, partidos mapeiam nomes para concorrer a deputado federal e estadual

Candidatos a prefeito e vice que foram derrotados com boas votações e vereadores recordistas viram postulantes naturais para 2018

upiara boschi
upiara boschi

Em eleição, nem toda derrota é amarga. Seja pela votação que alcançaram ou por acordos partidários e regionais, alguns dos candidatos que perderam as eleições municipais surgem como nomes importantes para as vagas de deputado estadual e federal em 2018. Os partidos já mapeiam quem sai fortalecido politicamente das urnas para compor as chapas proporcionais.

Em alguns casos, o derrotado vira pré-candidato quase que instantaneamente. Em Itajaí, por exemplo, a vereadora Anna Carolina Martins (PSDB) tornou-se aposta natural para uma vaga na Assembleia Legislativa após perder a disputa pela prefeitura para Volnei Morastoni (PMDB) por escassos 789 votos. A cidade não conquistou nenhuma cadeira no parlamento estadual em 2014, o que fez da eleição municipal um trampolim evidente para a nova disputa.

O exemplo de Anna Carolina se repete por todo o Estado. Em Florianópolis, por exemplo, dois nomes saem em alta junto aos partidos para 2018. Candidato a vice na chapa de Angela Amin (PP), Rodolfo Pinto da Luz virou estrela da propaganda eleitoral na última semana e foi considerado um dos responsáveis pela arrancada da pepista que quase levou à virada sobre Gean Loureiro (PMDB), eleito por 1.153 votos.

Da Capital, o desempenho do urbanista Elson Pereira (PSOL) também o credenciou à disputa parlamentar. Ele ficou em terceiro lugar, com 20% dos votos. No caso do PSOL, a estratégia deve levar os principais nomes do partido a disputar a Câmara dos Deputados por causa da expectativa de que o Congresso aprove a criação de uma cláusula de barreira que imponha restrições às legendas que não alcancem uma votação mínima para deputado federal.

Além dos derrotados, também aparecem no mapa dos partidos os candidatos a vereador que alcançaram maiores votações ou que têm uma trajetória consolidada no legislativo municipal. No primeiro caso, despontam Pedrão (PP) em Florianópolis e Fernando Krelling (PMDB) em Joinville. Ambos ultrapassaram a marca 10 mil votos, quebrando o recorde estadual de votações para vereador. Suas candidaturas dependem de arranjos partidários. No caso de Pedrão, o PP já tem em João Amin um deputado estadual na região da Capital. Em Joinville, o nome preferencial do PMDB é o vereador reeleito Rodrigo Fachini, ligado ao deputado federal Mauro Mariani (PMDB).

A história política traz muitos exemplos de políticos que migraram da esfera municipal para a estadual na eleição seguinte. O maior exemplo recente é o do deputado estadual e agora prefeito eleito Gean Loureiro. Em 2012, ele foi ao segundo turno contra Cesar Souza Junior (PSD) e perdeu por 11 mil votos. O resultado fez dele o principal nome do PMDB na região e garantiu uma cadeira na Assembleia dois anos depois. Entre os vereadores, as inspirações são os deputados estaduais Cesar Valduga (PCdoB) e Patrício Destro (PSB) - vereadores mais votados de Chapecó e Joinville dois anos antes de conquistarem as cadeiras no parlamento estadual.

 
 

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