Upiara Boschi: Inelegível, João Rodrigues diz que deixa carreira política se não zerar processos - Política - A Notícia

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Sem habeas corpus11/10/2016 | 18h53Atualizada em 11/10/2016 | 18h53

Upiara Boschi: Inelegível, João Rodrigues diz que deixa carreira política se não zerar processos

Upiara Boschi: Inelegível, João Rodrigues diz que deixa carreira política se não zerar processos Nilson Bastian / Câmara dos Deputados, Divulgação/Câmara dos Deputados, Divulgação
Foto: Nilson Bastian / Câmara dos Deputados, Divulgação / Câmara dos Deputados, Divulgação
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O deputado federal João Rodrigues (PSD) mal teve tempo de comemorar a vitória do aliado Luciano Buligon (PSB) em Chapecó e de diversos colegas do PSD pela região Oeste do Estado. No dia 4 de outubro, o pessedista voltou a conviver com uma antiga dor de cabeça jurídica. 

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou o habeas corpus que suspendia os efeitos de uma condenação sofrida por Rodrigues no Tribunal Regional Federal (TRF-4) — foi condenado por fraude em licitação na compra de uma retroescavadeira quando era vice-prefeito de Pinhalzinho e comandava interinamente a prefeitura. 

Foi esse habeas corpus que permitiu que ele concorresse a deputado federal em 2010 e 2014. OU seja, hoje, João Rodrigues está inelegível. Segundo deputado federal mais votado do Estado, o pessedista ainda acredita que possa reverter a decisão, mas diz que pode abandonar a carreira política se não resolver sua situação jurídica até o final do ano que vem.

Como está sua situação hoje?

O que a lei fizer, eu tenho que cumprir. A lei vale para todos, mesmo eu tendo convicção de que a justiça será feita.

Acredita que possa reverter a situação?

Minha condenação no TRF-4 diz que não existe dano ao erário público e nem desvio de recursos, mas me condena pelo erro no processo (de licitação). A manifestação do ministro Fux diz que se não há dano ao erário e nem desvio de recursos, era caso de absolvição. E me condena, revogando o habeas corpus. Estamos recorrendopara  ele ler o processo. Lendo, ele verá que não tem dano ao erário.

O senhor só concorreu em 2014 por causa do habeas corpus. Teme ficar fora em 2018?

Desde a primeira eleição de deputado federal (2010) eu não poderia ter concorrido. Acho que esse recurso será julgado em 30 dias, nem isso. Estou há dez anos com isso em cima de mim. Esse caso foi em 1999 e eu tive sete mandatos depois disso. Fui historicamente o mais votado em Pinhalzinho em todas essas eleições e o julgamento do povo é o mais correto.

O senhor pleiteava vaga na majoritária em 2018, como fica seu futuro político?

Antes de projetar o futuro, quero resolver isso. Tenho esse processo e tenho dois no TJ-SC. Se não liquidar todos até o final de 2017, saio da política. Um homem público tem que estar limpo, não pode estar toda hora respondendo processo. Nenhum é desvio de dinheiro. Todos é erro de licitação, é ter pintado um prédio de azul. Nenhum é fraude, graças a Deus. Nesse, eu gostaria que algum ministro apontasse quantos centavos alguém ganhou com isso É um erro de 20 anos de quem comandava o processo licitatório.

 
 

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