Tumulto entre militantes, jornalistas e PMs marca voto de Dilma em escola de Porto Alegre - Política - A Notícia

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Eleições 201602/10/2016 | 14h32Atualizada em 02/10/2016 | 17h57

Tumulto entre militantes, jornalistas e PMs marca voto de Dilma em escola de Porto Alegre

Candidata a vice-prefeita, Silvana Conti (PCdoB) atirou cesta de flores contra um dos policiais que tentavam impedir entrada de grupo em prédio

Durante o voto da ex-presidente Dilma Rousseff em sua seção eleitoral, no Colégio Estadual Santos Dumont, na Vila Assunção, zona sul de Porto Alegre, uma confusão envolvendo jornalistas, militantes e policiais militares acabou com vidros quebrados e pessoas feridas no início da tarde deste domingo.

Antes da chegada de Dilma ao local, o juiz eleitoral Niwton Carpes da Silva orientou por telefone Luiz Carlos da Silva, chefe da 160ª zona eleitoral, a impedir que a imprensa acompanhasse a ex-presidente votando. De início, o portão de acesso ao colégio chegou a ser fechado. Depois, o juiz permitiu que repórteres, cinegrafistas e fotógrafos ficassem no pátio, mas determinou que não poderiam entrar no prédio. Segundo Silva, sua decisão, que foi apoiada pelo corregedor do TRE-RS, visava a resguardar a segurança:

— Era preciso resguardar os eleitores.

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Junto de Dilma, militantes e jornalistas tentaram ingressar no colégio. Após a ex-presidente entrar no prédio, os dois PMs presentes bloquearam a passagem dos demais acompanhantes, o que resultou no tumulto. A porta foi escancarada e alguns vidros, quebraram.

Uma cesta de flores foi arremessada contra um dos policiais. Vídeo feito pelo lado de fora mostra a candidata a vice de Raul Pont, Silvana Conti (PCdoB), jogando o objeto contra a cabeça de um PM. 

Na saída do colégio, Silvana, mancando, foi acompanhada por amigos e reclamou de truculência da Brigada Militar, mas não comentou o episódio do arremesso contra os PMs.

— A gente estava parado tentado entrar, um brigadiano me deu um chute na perna. A gente só estava ali acompanhando a presidente — disse a candidata a vice-prefeita, que disse estar indo à delegacia da Mulher registrar ocorrência.

Dentro da escola, Dilma Rousseff reclamou para um homem com a camiseta do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS):

— Eu vi o brigadiano empurrando dois jornalistas de forma brutal. Eu vi.

Quando saía do local, Dilma foi perguntada pela imprensa que análise fazia do ocorrido.

— Acho um absurdo, acho antidemocrático, acho um absurdo impedir a imprensa de chegar aqui — declarou.

Veja mais imagens do voto de Dilma em Porto Alegre:

Raul Pont (PT) também criticou a confusão. Para ele, o problema foi a proibição de entrada de jornalistas pela Justiça Eleitoral, que criou um "constrangimento", e o despreparo dos servidores ao conduzir o caso.

— Eu tenho experiência de 15, 16 eleições no Rio Grande do Sul, nunca aconteceu isso — afirmou o candidato a prefeito.

O subcomandante do 1° Batalhão de Polícia Militar (BPM), responsável pelo bairro Vila Assunção, não acredita que tenha havido excesso dos brigadianos que faziam a segurança do local.

— Quando a ex-presidente Dilma chegou para votar, o presidente da mesa não deixou militantes e impressa acompanhar. É uma decisão dele. E nós impedimos a entrada. Teve gente que tentou forçar a passagem, a porta está quebrada e arremessaram objetos na nossa guarnição — disse a ZH o major Sérgio Rocha.

Conforme o oficial, o colégio Santos Dumont tinha policiamento como as demais seções. Mas, no momento da votação de Dilma, foi a equipe foi reforçada — eram duas viaturas e apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE), segundo o major.



 
 

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