Marchezan e Melo vão disputar o segundo turno em Porto Alegre  - Política - A Notícia

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Candidatos definidos02/10/2016 | 19h16Atualizada em 03/10/2016 | 07h28

Marchezan e Melo vão disputar o segundo turno em Porto Alegre 

Apuração na Capital terminou às 19h47min deste domingo

Marchezan e Melo vão disputar o segundo turno em Porto Alegre  Omar Freitas/Agência RBS
Nelson Marchezan Júnior (PSDB) liderou o número de votos durante toda a apuração, seguido por Sebastião Melo (PMDB) Foto: Omar Freitas / Agência RBS
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O segundo turno da disputa pela prefeitura de Porto Alegre está definido: Nelson Marchezan Júnior (PSDB)Sebastião Melo (PMDB) foram os candidatos com mais votos conquistados neste domingo. Com 100% das urnas apuradas, Marchezan recebeu 29,84% dos votos válidos, e Melo, 25,93% (veja infográfico abaixo). Eles voltarão a se enfrentar no dia 30 de outubro para definir quem vai comandar a Capital nos próximos quatro anos. A propaganda eleitoral na Capital, agora com tempos iguais, recomeça na próxima terça-feira.

Marchezan e Melo passaram boa parte da campanha eleitoral enxergando um ao outro como principal adversário pelo voto moderado e por uma vaga no segundo turno. Neste domingo, os eleitores de Porto Alegre decidiram que havia espaço de sobra para os dois e prolongaram o embate.

Colocaram ambos na próxima etapa da disputa pela prefeitura, em votação com características inéditas na história da cidade. Pela primeira vez desde a redemocratização — e depois de oito eleições consecutivas —, não houve candidato da esquerda na primeira ou na segunda colocação.

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O resultado final veio como surpresa, não pela exclusão da esquerda, mas pela liderança de Marchezan, que superou a marca de 29% dos votos válidos — oito pontos percentuais acima do detectado na última pesquisa do Ibope, divulgada na sexta-feira. Melo alcançou a segunda posição com 26% — aparecia com 31%.

A ida de Marchezan para o segundo turno significa que Porto Alegre poderá ter pela primeira vez em quase três décadas um novo grupo à frente do Paço Municipal, depois de 16 anos de hegemonia petista e de 12 anos sob comando da aliança PMDB/PDT. Uma vitória do tucano significaria que a Capital não rejeitou apenas a esquerda, mas também a atual administração. 

Caso Melo vença, será a consagração para o grupo que comanda a prefeitura desde 2004, primeiro com José Fogaça e depois com José Fortunati. Com o atual vice-prefeito, igualaria o feito petista de permanecer 16 anos no poder.

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Maior recado na Capital vai para candidaturas de esquerda

O grande recado em Porto Alegre, porém, não está no lado dos vitoriosos, mas no campo dos derrotados. Um mês depois do impeachment de Dilma Rousseff, o eleitor porto-alegrense não mostrou disposição para embarcar na candidatura que defendeu a tese do golpe, a de Raul Pont, e tampouco direcionou os votos para a outra principal alternativa de esquerda, Luciana Genro (PSOL).

Nas primeiras pesquisas, os dois chegaram a liderar. Nas urnas, Pont, candidato a prefeito pela quarta vez, parou nos 16%. Luciana obteve 12%. A mobilização dos últimos dias entre eleitores de esquerda, para que houvesse a confluência dos votos em apenas um deles, para garantir vaga no segundo turno, revelou-se ilusão. Somados, os dois ultrapassariam Melo por pouco. Para a estratégia dar certo, a transferência deveria ter sido total — uma impossibilidade. Luciana, que chegou a liderar as pesquisas, amargou um modesto quinto lugar, atrás de Maurício Dziedricki (PTB), com 14%.

A derrota foi dura para Pont e Luciana porque quebra uma arraigada tradição esquerdista da Capital, que chegou a ser famosa por suas tendências vermelhas. Na primeira eleição após o fim da ditadura, em 1985, Alceu Collares (PDT), identificado com os setores de esquerda, saiu vencedor, com 45,6% dos votos, em uma época ainda sem segundo turno.

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Na eleição de 2004, vencida por Fogaça, o PT ainda pôde orgulhar-se de liderar o primeiro turno, com Pont. Em 2008, veio uma segunda colocação, obtida por Maria do Rosário. O ocaso do partido já era evidente em 2012, quando Adão Villaverde alcançou o pior resultado da história da sigla, meros 9,6%. Manuela D'Ávila (PC do B) salvou a honra da esquerda, com um segundo lugar, mas Fortunati levou no primeiro turno, com 65%.

O encolhimento do PT naquele que já foi seu reduto inexpugnável acompanha a sorte do partido no cenário nacional e parece ser um resultado do mesmo processo de rejeição que pôs combustível no impeachment de Dilma. Ainda que outros partidos, como o próprio PMDB, também estejam envolvidos, os petistas foram os punidos pelo efeito Lava-Jato.

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