Estudantes de Joinville convocam manifestações contra PEC 241 e reforma do ensino médio - Política - A Notícia

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Resistência18/10/2016 | 11h07

Estudantes de Joinville convocam manifestações contra PEC 241 e reforma do ensino médio

Secundaristas e universitários vão às ruas em protesto às propostas do governo federal

Estudantes de Joinville convocam manifestações contra PEC 241 e reforma do ensino médio Divulgação/Divulgação
Estudantes se reuniram na Univillle na sexta-feira (14) para falar sobre a PEC 241 Foto: Divulgação / Divulgação

Estudantes secundaristas e universitários de Joinville convocaram para os próximos dias duas manifestações contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 e a reforma do ensino médio, projetos de iniciativa do presidente Michel Temer.

A proposta da PEC 241 determina que, pelos próximos 20 anos, as despesas públicas serão reajustadas somente pela inflação oficial dos 12 meses anteriores. O objetivo do governo federal é conter o aumento da despesa primária, que cresceu 6% acima da inflação entre 2008 e 2015. A reforma do ensino médio, por sua vez, tem como principais novidades a carga horária maior e o currículo flexível.

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A primeira manifestação em Joinville, convocada pela União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (Ujes), é um ato contra aquilo que eles chamam de “destruição da educação pública”. O ato está marcado para 9 horas desta sexta-feira, na Praça da Bandeira. A presidente da Ujes, Pamela Heerdt, espera uma grande quantidade de estudantes, pois segundo ela, os professores também estão apoiando as reivindicações dos secundaristas. A entidade acredita que o objetivo central da reforma do ensino médio “é privatizar toda a educação, reduzindo e transferindo os já poucos recursos para os empresários”.

— Essas medidas vão acabar com a educação pública. Congelar os gastos em 20 anos é dizer que a educação não terá nenhum investimento, que ela será mais precária do que já é hoje — defende.

Em diferentes estados brasileiros, há registros de escolas e universidades ocupadas em protesto às medidas anunciadas. A primeira cidade catarinense com registro de ocupação foi Rio do Sul, onde estudantes ocuparam o campus do Instituto Federal Catarinense (IFC) nesta segunda-feira. Sobre a possibilidade de ocupações em Joinville, Pamela explica que depende dos estudantes.

— Vamos fazer assembleia e escutar o que eles têm a dizer. Estamos passando em várias escolas essa semana e mobilizando para o ato de sexta contra os ataques. A possibilidade depende do tamanho da nossa força, mas os estudantes estão animados — revela.

Novas escolas com ensino médio integral em Santa Catarina serão definidas até o fim desta semana

A segunda manifestação, desta vez organizada por um grupo que se apresenta no Facebook como Estudantes e Professores de Joinville Contra o Golpe, está marcada para segunda-feira, dia 24 de outubro, às 18 horas, também na Praça da Bandeira. O coletivo é contra a PEC 241 e considera que a medida significa um “grande retrocesso para o Brasil”. O estudante de Economia, Douglas Beck, explica que o ato integra um calendário da União Nacional dos Estudantes (UNE) e também da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

— Em 2013, milhares de pessoas foram às ruas pedindo mais saúde, mais educação, mais Estado. Agora, os golpistas apresentam essa proposta absurda de desmantelamento do Estado com o claro objetivo de sucatear para privatizar — reclama o universitário.

Douglas explica que sindicatos de professores, como o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville e Região (Sinsej), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de SC (Sinte) e o Sindicato dos Trabalhadores em Instituições de Ensino Particular e Fundações Educacionais do Norte do Estado de SC (Sinpronorte), também se mobilizam contra as medidas anunciadas. Douglas também não descarta que escolas em Joinville possam ser ocupadas em protesto.

— O movimento está se espalhando e a juventude não se calará diante dessas medidas de austeridade. As ocupações na cidade não estão descartadas, mas esse é um processo de construção com os estudantes.

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