"Era preciso resguardar os eleitores", explica juiz que fechou escola em voto de Dilma - Política - A Notícia

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Tumulto em seção02/10/2016 | 17h31Atualizada em 02/10/2016 | 18h23

"Era preciso resguardar os eleitores", explica juiz que fechou escola em voto de Dilma

O magistrado Niwton Carpes da Silva determinou que Brigada Militar impedisse entrada de imprensa e militantes 

"Era preciso resguardar os eleitores", explica juiz que fechou escola em voto de Dilma Bruno Alencastro/Agencia RBS
Jornalistas e militantes foram impedidos de entrar no colégio Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS
Rádio Gaúcha e Zero Hora

Autor da ordem para que as portas do Colégio Estadual Santos Dumont, na Vila Assunção, fossem fechadas durante o voto da ex-presidente Dilma Rousseff, o juiz eleitoral Niwton Carpes da Silva disse que a decisão foi por motivos de segurança.

— Foi uma decisão de urgência, de emergência, dentro do quadro que se apresentava. Eu mandei fechar as portas para resguardar a integridade da própria Dilma, dos mesários e dos eleitores — confirmou, por telefone.

O juiz salientou que havia apenas dois policiais militares no local — um contraste em relação ao último pleito, quando Dilma tentava a reeleição e contava com um aparato de seguranças e policiais federais. Também relatou que, com o ingresso de dezenas de militantes, havia o risco de alguma urna ser desligada. Os jornalistas puderam esperar no pátio, mas não entrar no prédio.

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Carlos Cini Marchionatti, vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), apoiou a medida adotada pelo colega:

— A decisão foi perfeitamente correta. Está dentro do poder de polícia do juiz de manter a situação pacificada, serenizada.

Dilma, porém, chamou a restrição de "absurdo".

— Acho antidemocrático, acho um absurdo impedir a imprensa de chegar aqui — declarou a ex-presidente quando deixava o prédio na Zona Sul.

No momento em que os brigadianos tentaram impedir a entrada de repórteres e militantes do PT, criou-se uma confusão na porta do Santos Dumont. Vídeo feito por ZH no lado de fora mostra a candidata a vice de Raul, Silvana Conti (PC do B), jogando uma cesta de flores contra um dos policiais. Silvana deixou o local mancando.

— A gente estava parada tentando entrar e o brigadiano me deu um chute — afirmou a candidata.


 
 

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