Adolescente de 14 anos está entre os mortos em confronto com a PM em Navegantes - Política - A Notícia

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Atentados13/10/2016 | 14h12Atualizada em 13/10/2016 | 20h22

Adolescente de 14 anos está entre os mortos em confronto com a PM em Navegantes

Comandante admite que mortes em confronto acirram ânimos nas ruas

Adolescente de 14 anos está entre os mortos em confronto com a PM em Navegantes Leo Munhoz/Agencia RBS
Casa onde confronto com a polícia resultou em quatro suspeitos mortos Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

O confronto entre suspeitos e policiais militares na noite de quarta-feira, em Navegantes, terminou com quatro jovens mortos, entre eles um adolescente de 14 anos. Alifer dos Santos Inácio estava dentro da casa invadida pelos policiais, na Meia Praia, onde pelo menos 10 pessoas estariam em uma reunião. De acordo com a Polícia Militar, tratava-se de um encontro de membros do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), organização criminosa que ordenou os ataques a policiais e agentes prisionais na região de Itajaí.

Todos os mortos na ação eram jovens. Além de Alifer, também morreram Henrique Francisco da Silva Cavalcante, 18 anos, e Paulo Roberto Eleotério, 27 anos, além de um rapaz identificado apenas como Paraguai. Guilherme de Souza Dias, 18 anos, foi preso.

De acordo com o comandante da 3ª Região da Polícia Militar, coronel Cláudio Koglin, policiais que estavam em uma viatura descaracterizada perceberam que havia um homem armado fazendo segurança no lado de fora de uma casa. Enquanto uma equipe entrou na casa, outra foi pela rua de trás e aguardou nos fundos.

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— Um deles colocou a mão na cabeça, é o que foi preso. Os outros puxaram as armas e dois entraram em óbito na casa. Cinco fugiram pelos fundos e se depararam com a outra guarnição. Trocaram tiros conosco, dois morreram e três conseguiram fugir — afirma o comandante.

A polícia acredita que um dos foragidos também tenha se ferido na troca de tiros. De acordo com o coronel, foi constatado pelo IGP (Instituto Geral de Perícias) que os quatro mortos na operação estavam com armas em punho.

Questionado sobre a abordagem em carro não caracterizado, e sobre a entrada na casa, o comandante afirma que as ações foram legais por se tratar de flagrante:

— Era um local onde as serpentes do mal se escondem. E havia probabilidade de 90% de que estava ocorrendo uma reunião do PGC para definir ações contra policiais — diz.

De acordo com a Polícia Civil, os quatro mortos tinham algum registro de boletim de ocorrência ou passagem pela polícia por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. Os tipos de crime, entretanto, não foram especificados. 

A reportagem apurou que no local da suposta reunião haveria um "julgamento" da facção criminosa, por dívidas de um dos membros. 

Na noite de terça-feira, em Itajaí, outros três suspeitos foram mortos pela PM. Morreram Marcos Eliso Flores, vulgo Pesadelo, André Felipe Moreira, vulgo Sampa, e Hiago Luchini.

Mortos em Itajaí, terça-feira: 

- Marcos Eliso Flores, vulgo Pesadelo: segundo a PM, estava com uma pistola calibre 45, carregadores e munições

- André Felipe Moreira, vulgo Sampa: segundo a PM, estava com um revólver calibre 38 e duas munições

- Hiago Luchini: segundo a PM, estava com um revólver calibre 32 e seis munições

 Mortos em Navegantes, quarta feira

- Henrique Francisco de Siqueira Cavalcante, vulgo Vitamina ou Testa: segundo a PM, estava com um revólver calibre 44 e seis munições

- Paulo roberto Eleutério, vulgo Gordinho: segundo a PM, estava com uma arma calibre 32 e seis munições

- Alifer dos Santos Inácio, vulgo Alemão, de 14 anos: segundo a PM, estava com uma pistola .380 e 14 munições

- Homem sem identificação, com apelido de Paraguai: segundo a PM, estava com dois revólveres 38 e 10 munições


Foto: Foto: Fabiano Correa

Ordem era para evitar confronto

A reunião organizada pela PM para delimitar as ações da noite, na quarta-feira à tarde, teve orientação expressa do comando: a ordem era evitar o confronto. O coronel Koglin reconhece que as trocas de tiros reforçam a sensação de insegurança e podem provocar novos ataques.

— A cada confronto sabemos que há uma reação mais dura do outro lado. Pedi que priorizassem as prisões.

Repórter é agredido

O confronto violento na noite de quarta-feira levou a protestos de moradores. A Polícia Militar reagiu com tiros de bala de borracha e granadas de som e luz.

O repórter de um jornal local foi atingido por uma bala de borracha no joelho. Um cinegrafista que cobria o confronto foi agarrado e chutado por um policial.

Até o início da tarde desta quinta-feira, a polícia não havia se manifestado a respeito. Coronel Koglin disse que desconhecia as ocorrências.

Jornalistas estão organizando um manifesto que deverá ser entregue ao comando da PM.




 
 

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