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Câmara de Joinville21/08/2015 | 18h35

Vereador alega perseguição política em denúncia por suposta cobrança ilegal

João Carlos Gonçalves (PMDB) diz que gravação que trataria de esquema ilegal de cobrança está sendo usada fora do contexto para fins pessoais e políticos

Vereador alega perseguição política em denúncia por suposta cobrança ilegal A Notícia/Agência RBS
Foto: A Notícia / Agência RBS

Uma falácia infundada e motiva apenas por vingança pessoal e perseguição política. Foi assim que o vereador João Carlos Gonçalves (PMDB) definiu a denúncia instaurada no Ministério Público que acusa o líder da bancada peemedebista de cobrar uma taxa de 10% do salário de assessores parlamentares lotados em seu gabinete quando era presidente da Câmara de Vereadores de Joinville.

De acordo com o vereador, o denunciante, Glauber Adriano, trabalhou em seu gabinete entre 2013 e 2014, durante um ano e meio, no cargo de Assessor Parlamentar I, e foi durante esse período que coletou as gravações que, segundo o vereador, estão sendo usadas fora de contexto para causarem a impressão de irregularidade. 



Na denúncia, acrescida diálogos gravados pelo ex-assessor, o vereador discute a suposta prática ilegal de cobrança de uma "caixinha" de assessores parlamentares na câmara.

A ação, protocolada no Ministério Público e que corre em segredo de justiça, cita a existência do esquema que exigia um percentual dos salários dos assessores como condição para que se mantivessem nos cargos comissionados da Câmara. 

—  Eu tenho uma história com Joinville, e quem me conhece sabe que sempre ajudei todas as entidades e pessoas que pude. Só que é importante ressaltar que sempre tirei todo o dinheiro do meu bolso e continuarei fazendo isso. Nunca existiu qualquer tipo de cobrança dentro do meu gabinete, eu não preciso desse tipo de postura — explicou João Carlos.

Ainda nesta sexta-feira, o autor da denúncia se pronunciou oficialmente em sua rede social, alegando que logo no primeiro mês de trabalho foi informado que os funcionários deveriam fazer uma contribuição mensal para a "caixinha", contribuição esta que variava de valor de acordo com o salário de cada um, mas que em média representava 10% do rendimento líquido de cada assessor.

— Mesmo não concordando com o pagamento (ilegal) o fiz, entre fevereiro de 2013 e abril de 2014, quando solicitei minha exoneração do cargo — disse Glauber Adriano.

Segundo João Carlos, a denúncia tem cunho pessoal e político, já que o denunciante teria interesse em se lançar como candidato nas próximas eleições. O vereador adianta que tem todas as ferramentas que precisa para desmentir a denúncia e que só vai aguardar a conclusão do caso para lançar uma resposta judicial às acusações.

— Recebi mais cinco mil votos na última eleição. Isso não acontece sem que naturalmente algumas pessoas esqueçam da ética e tentem de tudo para desfazer a história que construí. Mas não vou esquecer que tenho um compromisso com os meus eleitores e a minha comunidade, por isso sigo em frente - declarou o vereador.

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