Conheça a história do candidato ao governo de SC pelo PSD, Raimundo Colombo - Política - A Notícia

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Perfil01/10/2014 | 07h27

Conheça a história do candidato ao governo de SC pelo PSD, Raimundo Colombo

Raimundo Colombo é o segundo da série com os três candidatos ao governo de SC mais bem colocados nas pesquisas. Nesta quinta, por ordem alfabética, será a vez de Paulo Bauer

Conheça a história do candidato ao governo de SC pelo PSD, Raimundo Colombo  Alan Pedro/Agencia RBS
A ligação de Colombo com o futebol vem desde a sua juventude Foto: Alan Pedro / Agencia RBS

“Fale suavemente, mas tenha sempre um porrete na mão”. A frase é do ex-presidente norte-americano Theodore Roosevelt, mas não deixa de ser familiar ao candidato à reeleição ao governo do Estado, João Raimundo Colombo.

Roosevelt foi lembrado em uma entrevista quando Colombo ainda esquentava a cadeira mais importante na política de Santa Catarina, ao ser questionado se não parecia “bonzinho demais” para o recém-conquistado cargo de governador.

Que o ex-prefeito de Lages é dono de uma voz macia, não há discussão. Verdade também é que o tal porrete não passa de uma força de expressão. Se não fosse político, Colombo cairia bem no papel daquele avô que leva a vida mansa em uma cidade do interior.

Criado no sítio com outros dois irmãos e nove irmãs, em Lages, o filho do já falecido seu Casemiro e da dona Terezinha adora conviver com bichos, mexer na terra e jogar conversa fora tomando chimarrão. Também faz questão de dirigir pelas estradas de chão na terra da família, coisa rara na vida de governador. Se está à vontade, até conta piadas. Ao menos essas cenas eram mais comuns quando a agenda não ficava lotada de compromissos oficiais.

E eles não são exatamente novidade na vida de Raimundo Colombo. Aos 26 anos, ele já era supervisor do Estado no Planalto Serrano. A distância da família, aliás, é um mea-culpa que o candidato carrega pela vida pública que escolheu desde cedo.

Além das presidências da Celesc e da Casan, foi secretário de Estado, deputado estadual e federal, prefeito, senador e governador. De uma cadeira a outra, pouco viu os filhos Edson e Joana crescerem.

Hoje, banca o avô coruja das pequenas Laís e Luiza quando pode, mas não tanto quanto gostaria. Fotos na carteira amenizam a saudade. O futebol é outra paixão não mais tão presente. E olha que Colombo foi goleiro dos bons no futsal. Venceu competições estaduais com as cores do Hélio Moritz, de Lages, e jogou na Seleção Catarinense. Só que, nos últimos anos, talvez possa contar nos dedos as peladas que disputou.

A vida política, já disse Colombo, o fez perder a condição física. A idade também contribuiu para isso. No próximo dia 28 de fevereiro, ele será oficialmente um sessentão. Nada que o impeça de acompanhar pela TV algumas partidas, principalmente do Santos, o time do coração (culpa da geração de Pelé).

O Inter, de Lages, tem seu carinho em Santa Catarina. Time pequeno e simpático, melhor assim. Há quem diga que Colombo prefere não mostrar preferência por Avaí ou Figueirense, por exemplo, para evitar polêmica. Por isso, um dos passatempos mais seguros com os amigos é mesmo o baralho.

E o carteado provavelmente ganha a mesa sem maiores exageros. Só de vez em quando, pela origem italiana, Colombo toma uns goles de vinho. Defende que “homem público tem que ter postura”. Era assim até nos camarotes da Prefeitura de Lages, que ficavam sem bebida em pleno Carnaval.

Colombo ao lado da mãe, Terezinha

Música e literatura


A leitura sempre foi um hábito de Raimundo Colombo, embora menos frequente nos últimos anos. Colombo não só gosta de ler, como é autor de um livro: Povo Tem Rosto, Nome e Endereço, lançado em 2009, é de sua autoria e narra passagens de sua vida como homem público. Em outros tempos, o candidato virava as páginas pela madrugada. Hoje, ele reconhece que não pode mais se dedicar tanto à leitura.

Até porque dormir pouco é uma das situações mais certas para deixá-lo irritado (a falta de objetividade também). E Colombo, dizem, precisa dormir ao menos cinco horas por dia.

Seja sozinho, acompanhado ou numa festa, a música preferida de Raimundo Colombo é Detalhes, de Roberto Carlos.

Homem de fé

Se perguntar a Raimundo Colombo o que ele faria caso não seguisse a carreira política, a resposta mais provável é produtor rural. Mas a vida de padre já teria passado por sua cabeça. Não por acaso: o pai, Casemiro, foi ministro da Eucaristia. E Colombo, por influência da família, foi seminarista da ordem franciscana.

Na juventude, exerceu a primeira função de liderança à frente de um grupo de jovens da Igreja Católica. Entre suas leituras, estão biografias de São Francisco de Assis e do papa Francisco, por quem tem grande admiração. Pela forte ligação religiosa, Colombo sempre manteve posições mais conservadoras sobre temas como aborto e a união entre pessoas do mesmo sexo.

 
Colombo com a camisa do Santos, seu time de coração

Hábitos simples

Amigos mais próximos de Raimundo Colombo garantem que nem o melhor marqueteiro do mundo criaria imagem tão convincente de pessoa simples se não fosse realmente o caso do candidato. Agasalho esportivo, dizem, seria seu único traje caso pudesse abrir mão da camisa social e da gravata. Na mesa pela manhã, a preferência é pelo básico – café, leite e pão.

O pão de milho feito pela mãe é o fraco de Colombo, especialmente quando recém-saído do forno. Das novidades tecnológicas, poucas fazem a cabeça do governador licenciado. Apesar de ser atento às contas oficiais do Twitter e do Facebook, é o grupo de assessores de Colombo que se encarrega de atualizar as mensagens. O candidato prefere o “o olho no olho”.

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