Conheça a história do candidato ao governo de SC pelo PT, Claudio Vignatti - Política - A Notícia

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Perfil30/09/2014 | 07h09

Conheça a história do candidato ao governo de SC pelo PT, Claudio Vignatti

Claudio Vignatti abre a série com os três candidatos ao governo de SC mais bem colocados nas pesquisas. Nesta quarta, por ordem alfabética, será a vez de João Raimundo Colombo

Conheça a história do candidato ao governo de SC pelo PT, Claudio Vignatti Divulgação/Arquivo pessoal
Vignatti toma café na casa dos pais no interior de Palmitos, Oeste de SC Foto: Divulgação / Arquivo pessoal

Aos seis anos de idade, enquanto ajudava a mãe na plantação de soja na propriedade de três hectares da família na Linha Fátima, no interior de Palmitos, Claudio Antonio Vignatti não era imune à política. Com o pai Angelo doente devido a um problema pulmonar, quando ele ouvia alguém se queixando dos serviços do Estado dizia:

– Não se estresse, mãe. Quando eu chegar lá, vou fazer diferente e melhor.

Mais velho de quatro irmãos – três homens e uma mulher–, Claudio sempre foi o mais comunicativo da família. Ao ser perguntado por dona Mila, sua mãe, sobre o que gostaria de ser quando crescesse, ele costumava responder:

– Presidente da República.

Bom aluno, Claudio saiu de casa, no Oeste de Santa Catarina, aos 16 anos para cursar o ensino médio. Mudou-se para o hotel de um tio, em Palmitos, onde trabalhava como garçom. Era a forma de custear a moradia e os estudos. Atraído pela luta por causas coletivas, foi um dos fundadores do grêmio estudantil do Colégio Cenecista (CNEC). A intenção era “brigar” por um ensino médio gratuito.

>> Saiba mais sobre as eleições 2014

Na militância estudantil, ele chegou a ensaiar uma aproximação com o PMDB, mas não se filiou. Optou pelo PCdoB, partido com forte ligação ao movimento dos estudantes. Aliás, foi em um encontro do movimento estudantil, em Chapecó, que Vignatti conheceu e se apaixonou por Marcilei, mulher com quem está casado há 23 anos e teve os filhos João Gabriel, de 16 anos, e Romeu, de 13.

Depois do casamento, em 1991, Vignatti e a esposa foram morar em Chapecó. Lá, ele se tornou servidor público da prefeitura e fundou o Sindicato dos Servidores Municipais. Cada vez mais envolvido com a causa sindical, foi uma questão de tempo até se filiar ao PT, em 1993.

Com a veia da política pulsando cada vez mais forte, também ajudou a criar a Associação de Moradores do Santo Antônio, bairro tradicional de Chapecó, onde viveu com a família por 20 anos.

A candidatura para vereador, em 1996, foi o caminho natural. Eleito, foi escolhido por José Fritsch, prefeito de Chapecó à época, para ser o líder do governo na Câmara de Vereadores. Bom articulador político, costurou alianças importantes não apenas para o governo municipal, mas também para a sua vida política.

Sem medo de tempo ruim, como se diz na região, aproveitou a projeção conquistada em Chapecó para se candidatar a deputado federal. Foi eleito para o cargo e, no pleito seguinte, resolveu concorrer à Prefeitura de Chapecó. Desta vez, não obteve sucesso. Vignatti buscou, então, a reeleição para deputado federal e conseguiu. No fim do segundo mandato, tentou a vaga no Senado. Obteve mais de 1,2 milhão de votos, mas também não se elegeu.

Afastado de cargos eletivos desde 2011, Vignatti tem se dedicado à iniciativa privada. Aos 47 anos, presta consultoria fiscal e tributária para prefeituras e empresas. Abriu uma construtora, mas o negócio ficou em segundo plano com a candidatura ao governo de SC.

Fiel aos costumes e as tradições

Com sotaque forte, de “r” arrastado e a letra “e” bem marcada ao fim das palavras, ele não esconde sua origem. Gosta de dizer que nasceu no Oeste e tem descendência alemã por parte da mãe. De hábitos diurnos, costuma levantar cedo, entre 5h30 e 6 horas. No café da manhã, é imprescindível o chimarrão. Quando a agenda permite, aproveita para dar uma caminhada.

Se está hospedado em hotéis, faz questão de passar as próprias roupas. Não costuma frequentar restaurantes ou bares à noite e também não é adepto de bebidas alcoólicas, com exceção do vinho. Permite-se beber uma ou duas garrafas na companhia da esposa, na discrição do lar.

Torcedor do Grêmio e da Chapecoense, Vignatti gosta de acompanhar o desempenho dos times nos campeonatos. Quando está em casa, assiste aos jogos e, entre um deslocamento e outro da campanha, lê informações sobre eles. O desempenho em campo, no entanto, está bastante distante do apresentado na política.

Quando jogava como goleiro na época em que era vereador, no time do prefeito José Fritsch, levava alguns “frangos”, mas, de vez em quando, agarrava a bola. Bom cozinheiro, Vignatti sabe preparar uma picanha como poucos, além de fazer sopa. Às vezes, arrisca-se a cozinhar peixe para a família e os amigos.

Na política, é incansável quando se trata de alcançar objetivos. Gosta de estar bem informado sobre os dados do Estado antes de participar de debates ou entrevistas. É fiel às propostas que apresenta aos eleitores e considera que pode fazer mais pelos catarinenses.


Relação com os pais

A cada 20 dias, Vignatti se desloca até o interior de Palmitos para visitar os pais. Dona Mila, sempre prepara uma cuca de coco (a favorita dele) para o café da tarde. Já a sobremesa é o chico balanceado. Nos encontros regados a muito chimarrão, Vignatti não costuma falar de política, a não ser que os pais tenham alguma dúvida. O padrão é “jogar conversa fora”.

Único gremista de uma família de colorados, ele ficou muito triste quando o pai comprou camisas do Inter para dar aos irmãos e o excluiu com o objetivo que mudasse de time. Dona Mila não resistiu ao ver a frustração do filho e comprou uma camisa do tricolor gaúcho para presenteá-lo.


Marido companheiro


Apesar da rotina conturbada por conta da agenda política, Vignatti nunca deixou de se dedicar à esposa. Assim que se elegeu vereador, em 1997, manteve o combinado com Marcilei e, mesmo com o filho João Gabriel ainda bebê, a incentivou a prestar vestibular e ingressar na faculdade. Companheiro, ele sempre acreditou no potencial da mulher e, esteve ao lado dela até a conclusão do doutorado. Bastante unidos, Vignatti sempre consulta Marcilei nos momentos de tomada de decisão. Nesta campanha ao governo de Santa Catarina, ela tem sido o suporte do candidato do PT. 


Atenção aos filhos


Para amenizar a ausência de casa, Vignatti liga diariamente para os filhos, entre às 21h30 e 22 horas, e pela manhã, antes de eles irem para a escola. Quer conversar e saber se precisam de alguma coisa.

Atencioso, quando os filhos eram pequenos e ficavam doentes, mesmo estando em Brasília, Vignatti fazia questão de ligar para a “tata” (como são chamadas as ajudantes do lar na região Oeste) para lembrá-la do horário dos remédios. 

Nos momentos de lazer, ele gosta de estar em casa, junto à família para assistir a filmes.

Preocupado com a opinião dos filhos, vignatti envia cópias dos programas eleitorais para que eles opinem antes de ir ao ar.

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