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Promessômetro30/09/2013 | 18h21Atualizada em 03/01/2014 | 15h28

Confira o balanço das promessas de Udo Döhler para a mobilidade urbana

Principal tema de campanha, a área se revelou uma das mais complicadas para o prefeito

Confira o balanço das promessas de Udo Döhler para a mobilidade urbana Salmo Duarte/Agencia RBS
Duplicação da avenida Santos Dumont está entre as promessas de Udo que estão em andamento Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Passados um ano de governo, a mobilidade urbana, um dos principais temas de campanha de Udo Döhler vêm se revelando uma das áreas mais complicadas para o prefeito. O principal feito na área foi o início da duplicação da Santos Dumont, obra executada em parceria com o governo do Estado. Depois disso, a maior aposta era no empréstimo de R$ 20 milhões do Badesc, que foi aprovado no Legislativo, mas ainda não caiu na conta da Prefeitura devido a falta de algumas certidões.

Como tentativa de conclusão de promessa voltada para o futuro está os recursos para a ponte que ligará o bairro Adhemar García ao Boa Vista, estimado em R$ 75 milhões. O governo do Estado deve ser o responsável pelo empreendimento.
Além disso, para tentar melhorar um pouco seu desempenho de pavimentação, o prefeito garantiu o retorno do programa de pavimentação comunitária em 2014 — uma medida que ele não considerava como acertada durante a campanha.

Confira abaixo o andamento de todas as promessas de Udo Döhler para a área:

Criar programa de recuperação do asfalto.
O que diz a Prefeitura: Em análise.
Contraponto: Por enquanto, a Prefeitura não trabalha com nenhum programa específico para a recuperação de asfalto. O empréstimo de R$ 20 milhões do Badesc, que irá asfaltar vias de grande movimento pela cidade seria algo mais próximo da promessa. Os buracos localizados em ruas menores ainda continuam sendo fechados pela Secretaria de Infraestrutura.

Pavimentar 300 km de ruas em quatro anos.
O que diz a Prefeitura:
Projeto para ser executado durante todo os 4 anos de mandato.
Contraponto: O prefeito Udo Döhler precisa correr para cumprir o prometido. Para alcançar a meta, é preciso asfaltar 75 km por ano, volume que não deve ser alcançado em 2013. Os problemas no caixa e a dificuldade de dar contrapartida para a realização de obras que venham do governo federal e estadual fizeram com que os primeiros meses de governo não tenham focado no asfaltamento de ruas. A pavimentação comunitária, prática comum em governos anteriores, não será adotada no momento. Além disso, na conta da Prefeitura, ruas que receberem obras de recapeamento também contarão como asfalto feito. Assim, o empréstimo de R$ 20 milhões do Badesc, que está na Câmara para ser votado, deve ser a primeira fonte de recursos do município para fazer uma ação intensiva de pavimentação. Se utilizado na integralidade, o recurso dará para fazer recapeamento em 79 km de vias.
Com o resultado ruim quando se trata de pavimentação, o prefeito irá lançar um programa de pavimentação comunitária no ano que vem. Nessa modalidade, a administração municipal paga parte do custo da obra enquanto os moradores da rua asfaltada entram com o restante. Ainda estão sendo discutidos os percentuais de contribuição da população para as obras.

Construção do rodoanel
O que diz a Prefeitura:
Já definido projeto da construção do rodoanel pelo IPPUJ.
Contraponto: O prefeito Udo Döhler (PMDB) passou os seis primeiros meses de governo tentando montar como funcionaria o rodoanel. Parte dele, já está formado, com o Eixo de Acesso Sul e outras vias rápidas da cidade. Mas para colocar o sonho do prefeito, é necessário a construção do eixo Norte-Sul.

Construir a ponte do Adhemar Garcia-Boa Vista.
O que diz a Prefeitura:
Em fase de execução de levantamento topográfico e sondagem e, simultaneamente, aguarda liberação ambiental. Após contratar projeto executivo e licitar. Previsão para encaminhar para licitação segundo semestre de 2014. Governador Raimundo Colombo garantiu os R$ 75 milhões para o projeto.
Contraponto: Prioridade na agenda do prefeito Udo Döhler, a ponte que ligará o Adhemar Garcia ao Boa Vista, diminuindo o fluxo na ponte dos Trabalhadores, foi tema de inúmeros encontros entre o prefeito e sua equipe. Das reuniões, foram cogitadas três modelos de ponte, com custos variados. A última versão prevê uma ponte de cerca de 960 metros de extensão, com investimento aproximado de R$ 70 milhões. O governador Raimundo Colombo (PSD) garantiu que contribuirá com parte dos recursos, embora não tenha especificado a quantia. Udo busca o restante dos recursos com o governo federal e a Prefeitura deverá entrar com uma contrapartida. Com o projeto básico pronto, a Prefeitura está pedindo a licença ambiental para que possa ser feita a obra e começa a trabalhar na confecção do projeto executivo da construção da ponte. Udo espera que a obra comece no ano que vem, com a conclusão em 2015.

Construir a ponte do Bucarein-Boa Vista.
O que diz a Prefeitura:
Obra incluída no PAC 2, com previsão para segundo semestre de 2014.
Contraponto: A ponte que ligaria uma lateral da rua Procópio Gomes com a rua Aubé está longe de sair do papel. A obra teve tudo para ser realizada, chegando inclusive, o recurso de R$ 3 milhões necessários para a obra, terem ficado disponível durante alguns anos, mas a Prefeitura de Joinville não conseguiu acordo com o dono do terreno em que ficaria uma das cabeceiras da ponte. No início do ano, até havia bom entendimento para que se fosse feito um acordo para a desapropriação do terreno que estava emperrando a obra anteriormente, mas o recurso, que vinha do governo federal, foi perdido.

Duplicar os acessos da cidade.
O que diz a Prefeitura:
Obras em andamento na Santos Dumont, na Rua XV de Novembro, no acesso ao bairro Vila Nova. Em processo na rua Almirante Jaceguay. Enquanto isso, a duplicação da rua XV de Novembro no bairro Glória depende de desapropriações.
Contraponto: A avenida Santos Dummont está iniciando sua duplicação em um pequeno trecho, é verdade, mas os outros acessos da cidade não possuem previsão, fonte de recurso definida ou projeto.

Subsídio do transporte coletivo aos fins de semana para quem for ao parque Rolf Colin.
O que diz a Prefeitura:
Em estudo e será implantado junto com a ativação do parque Rolf Colin.
O que diz o AN: A Prefeitura trabalha para ativar o parque Rolf Colin. Só depois, com uma data definida, discutirá com as empresas concessionárias do transporte coletivo uma forma de viabilizar como funcionaria a isenção desses ônibus e em que horários funcionariam.

Cobrar a execução das marginais da BR-101
O que diz a Prefeitura:
Alguns trechos em execução, como, por exemplo, os acessos da rua XV de Novembro e ao bairro Nova Brasília.
Contraponto: Embora tenha feito a cobrança de forma formal, a Prefeitura de Joinville ainda não tem qualquer indício de quando ou se será feito as marginais da BR-101.

Iniciar o projeto para implantação do metrô de superfície.
O que diz a Prefeitura:
Encontra-se em fase de estudos técnicos por equipes do Ippuj.
Contraponto: Ainda não há nenhuma medida concreta, mas há duas semanas o prefeito Udo se reuniu com o governador, que prometeu ajudar na implantação de bondinhos como medidas para melhorar a mobilidade urbana. Agora, o Ippuj em conjunto com o Seinfra, buscarão ver a melhor proposta, quais viam receberiam o veículo e o custo para a implantação do sistema.

Aumentar o número de ônibus e de horários para reduzir a lotação e dar mais conforto aos usuários.
O que diz a Prefeitura:
Existe processo em execução para licitar o serviço. Mesmo assim, neste ano foram incorporados à frota mais 94 novos ônibus, representando quase 1/3 de toda a frota.
Contraponto: Por enquanto, a Prefeitura não discute essa possibilidade. O motivo é que mais horários geram um custo maior para o empresário, que repassaria o valor no montante que anualmente é pedido para aumentar o preço da tarifa de ônibus. Ao contrário disso, houve, inclusive, a diminuição temporária de alguns horários, quando os ônibus do transporte coletivo de Joinville passaram a ser atacados por bandidos, que os queimavam - em ações que aconteceram por todo o Estado. Assim, durante cerca de duas semanas, em meses distintos, os horários nos períodos da noite foram restringidos.

Realizar estudos para implantação de sistemas alternativos de transporte, como o fluvial.
O que diz a Prefeitura:
Já iniciada tratativas para implantação de sistemas alternativos de transporte (teleféricos).
Contraponto: A Prefeitura não tem planos com hidrovia. No momento, o governo do Estado, através do Deter, tenta revitalizar o terminal marítimo que operou durante pouco tempo em um ponto perto do Mercado Público, fazendo trajetos de Joinville até São Francisco do Sul.

Construir uma nova Estação da Cidadania (terminal integrado de ônibus) junto ao trevo das universidades Univille e Udesc.
O que diz a Prefeitura:
Projeto que está incluso no PAC 2 (mobilidade), do qual pedido de financiamento tramita na Câmara de Vereadores.
Contraponto: Na primeira quinzena de junho, a Prefeitura encaminhou ao Legislativo projeto prevendo financiamento para uma série de obras que podem ser ganhas no PAC 2 da mobilidade. O projeto ainda está para ser votado na Câmara de Vereadores. Se aprovado, Udo poderá pleitear o dinheiro em Brasília. As cidades que irão receber os recursos devem ser conhecidas até o fim do ano. Com o dinheiro em mão, está previsto a contrução do novo terminal.

Fazer ligação intermunicipal de ônibus ligando as regiões de Araquari a Joinville pela Estrada Rio do Morro; do bairro Vila Nova com Schroeder; e do Rio do Júlio com Schroeder.
O que diz a Prefeitura:
Em análise.
O que diz AN: Da mesma forma que a ampliação de horários de ônibus e a integração do transporte em Pirabeiraba com outros municípios da região, a ligação intermunicipal entre Joinville e Araquari, e Joinville e Schroeder não tem data para sair. Problema semelhante, que envolve a parte de Itaum de Joinville e Itaum de Araquari, se arrasta há anos sem solução. A Estrada Rio do Morro está sendo asfaltada pelo governo do Estado.

Integração da estação de ônibus de Pirabeiraba com outros municípios da região.
O que diz a Prefeitura:
Em análise.
O que diz AN: A Prefeitura ainda não resolveu a pendência com Araquari para que os ônibus de Joinville transitem por alguns quilômetros fora de Araquari. Não há entendimento sobre quem irá arcar com os custos para ampliar o sistema. Assim, parece distante qualquer plano de que os ônibus das empresas que tocam o sistema de transporte coletivo em Joinville vão para outros municípios, ainda mais considerando a possibilidade de aumento da tarifa — já que os quilômetros andados a mais entram na conta do sistema.

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