Guga define primeiro ano de profissional no Avaí como "perfeito" - A Notícia

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Lateral de Série A26/11/2018 | 15h34Atualizada em 26/11/2018 | 15h34

Guga define primeiro ano de profissional no Avaí como "perfeito"

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Guga define primeiro ano de profissional no Avaí como "perfeito" Cristiano Estrela/Diário Catarinense
Foto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense
João Lucas Cardoso
João Lucas Cardoso

joao.lucas@somosnsc.com.br

No vestibular do futebol profissional, Guga passou com alto índice de acerto. O lateral-direito viveu seu primeiro ano no elenco principal do Avaí e termina a temporada como um dos destaques da boa campanha do time na Série B do Campeonato Brasileiro, que culminou com o retorno à elite do futebol profissional. Foram 51 jogos por três competições — também com Catarinense e Copa do Brasil — e quatro gols assinalados. Um ano que o jogador considera perfeito.

No ano passado ele defendeu o time azurra sub-20, em seu último ano na categoria, e também teve motivos para comemorar. Com ele na lateral direita, os juniores faturaram o Catarinense da categoria. Por isso subiu ao elenco profissional e celebra neste fim de novembro outra subida: a da equipe à Série A do Brasileirão.

— Não tenho do que reclamar ou achar que faltou algo no ano. Agradeço a tudo que aconteceu: pela oportunidade de estrear como profissional e por ser corado com o acesso. Foi um ano que posso falar que foi perfeito. Nem mais e nem menos — garante o ala.

O futebol do garoto nascido no Rio de Janeiro (RJ) e que está há cinco anos na Ressacada apareceu com força no começo da Série B, quando da chegada de Geninho ao comando técnico. Por mais que tenha tido desempenho satisfatório anteriormente, sob a batuta de Claudinei Oliveira, foi com o treinador do acesso que virou destaque. No esquema de três zagueiros e liberdade para os laterais avançarem, Guga pôde apresentar o seu melhor. Tanto que não é difícil imaginar que o jogador não esteja mais no Avaí em 2019.

A juventude e o bom futebol fazem dele um alvo como reforço para gigantes do Brasil ou clubes do exterior, ainda que tenha vínculo firmado com o Leão até o final de 2020. Com o dever cumprido e feliz com a veste azul e branca, o jogador não está preocupado com o futuro neste instante. Ainda que saborear o acesso e as férias que acabam de começar. Independente do que vier a ocorrer, tem um pensamento fixo: seguir em evolução e dentro de campo.

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Foto: Marco Favero / Diário Catarinense

— Eu sempre falo que independente do que acontecer, quero jogar. Se for aqui, vou trabalhar para jogar. Se for em outro lugar, vou trabalhar para jogar. O que tiver de acontecer será para o melhor de todo mundo. Onde eu estiver, estarei feliz e vou trabalhar para estar jogando e conquistar meus objetivos pessoais — assegura o lateral que tem como sonhos atuar em um grande time da Europa e disputar uma Copa do Mundo pela Seleção.

Por mais "perfeita" tenha sido a temporada, Guga reconhece que não foi fácil. Com os companheiros viveu momentos duros, com a morte de familiares de jogadores importantes e que mexeram com ele, e também com a dificuldade financeira enfrentada pelo Avaí, com alguns atrasos nos pagamentos de salários. Particularmente, também encarou um período delicado. No último clássico com o arquirrival Figueirense, na casa azurra e no dia de seu aniversário e também do clube que defende, desperdiçou uma penalidade máxima quando o adversário estava na frente do placar e que culminou com o triunfo alvinegro.

— Tive alguns altos e baixos ao longo do ano. Depois do pênalti perdido contra o Figueirense eu realmente senti um pouco. Demorou um pouco para retomar a confiança, para esquecer aquilo. O grupo me ajudou muito a superar isso, e a família também — conta, hoje com um sorriso nos olhos.

Estes instantes decisivos e vividos em um ano muito importante para a carreira profissional reforçam a identificação dele com o Avaí, fortalecem o sentimento de quem já tem carinho pela formação na base do clube. Por isso, ainda que em um futuro agora muito distante, Guga consegue imaginar os últimos anos da trajetória na bola.

— Eu sonho, sim, em caso de sair, voltar. Seja quando for, sonho em voltar. Sonho em encerrar a carreira também. Mas tem muito que acontecer, é só início. Tenho carinho enorme pelo clube e, seja onde estiver, vou torcer pelo sucesso do Avaí.

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