Democratas recuperam Câmara e republicanos se consolidam no Senado - A Notícia

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Washington07/11/2018 | 02h26

Democratas recuperam Câmara e republicanos se consolidam no Senado

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O controle do Congresso dos Estados Unidos estará dividido no próximo ano, após as eleições de meio de mandato realizadas nesta terça-feira, nas quais a oposição democrata conquistou a Câmara de Representantes e o partido Republicano, do presidente Donald Trump, manteve o Senado.

Os democratas tomaram dos republicanos as 23 cadeiras necessárias para ter a maioria na Câmara de Representantes, ao vencer em estados-chave como Virgínia, Flórida, Pensilvânia e Colorado, de acordo com projeções das redes de televisão Fox e NBC.

Já os republicanos consolidaram sua posição no Senado arrebatando cadeiras em ao menos dois estados - Indiana e Dakota do Norte - e mantendo as atuais no Tennessee e Texas, que estavam sob ameaça.

Os democratas conseguiram arrebatar dos republicanos as duas primeiras cadeiras na Câmara vencendo nos estados da Virgínia e Flórida.

A democrata Donna Shalala conquistou a cadeira pela Flórida que foi ocupada durante anos por Ileana Ros-Lehtinen,te do partido.

No Kansas, a democrata Sharice Davids se converteu na primeira mulher indígena americana a chegar ao Congresso.

Davids, uma advogada de 38 anos ex-lutadora de artes marciais e homossexual declarada, derrotou o atual representante republicano do Estado, Kevin Yoder.

As democratas Ilhan Omar e Rashida Tlaib se tornaram as duas primeiras muçulmanas eleitas para o Congresso de Estados Unidos, pelos Estados de Minnesota e Michigan, respectivamente.

Ilhan Omar, uma refugiada somali, escreveu no Twitter para Rashida Tlaib, nascida em Detroit de pais palestinos: "Não posse esperar para compartilhar uma bancada com você".

As duas defendiam cadeiras em tradicionais feudos democratas.

Em Vermont, Christine Hallquist, ex-presidente de uma companhia de energia, fracassou em sua tentativa de se tornar a primeira governadora transgênero dos Estados Unidos, ao ser derrotada pelo atual governador, o republicano, Phil Scott.

A democrata Hallquist, uma avó de 62 anos e sobrevivente de um câncer, entrou na política para promover a "onda azul" contra Trump, que tem sido um obstáculo aos direitos das pessoas transgênero.

Nestas eleições estavam em jogo 435 assentos da Câmara de Representantes, 35 cadeiras do Senado, 36 governos de estados americanos, além de vários cargos locais, como prefeitos, juízes e xerifes.

A votação de meio de mandato era considerada o primeiro teste para o governo Trump, pois se apresenta como um referendo sobre o presidente em um país muito dividido.

As redes de televisão mostraram longas filas de pessoas esperando para votar, em uma eleição cujo grande interesse foi revelado pelos 38 milhões de votos antecipados nos estados que permitem essa modalidade, 40% a mais que nas eleições de meio de mandato de 2014.

O nome de Trump não apareceu nas cédulas de votação, mas ele deixou claro que era um referendo sobre a sua presidência, que até agora contava com a maioria republicana nas duas Câmaras.

* AFP

 

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