Le Pen sofre em debate para eleições presidenciais francesas - A Notícia

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Paris20/03/2017 | 19h55

Le Pen sofre em debate para eleições presidenciais francesas

Os principais candidatos à presidência da França participaram nesta segunda-feira de um acalorado debate, no qual a líder de extrema direita Marine Le Pen foi alvo da maioria dos ataques.

A pouco mais de um mês do primeiro turno das eleições, Le Pen - presidente da Frente Nacional - lidera as pesquisas para a votação prevista para o dia 23 de abril, empurrada pelo Brexit e pela vitória de Donald Trump nos Estados Unidos.

O centrista Emmanuel Macron, que se aproxima de Le Pen nas pesquisas, acusou sua adversária de "dividir os franceses" durante um debate sobre o burkini, o traje de banho utilizado por algumas muçulmanas e que criou polêmica na França no verão passado.

"Você não quer ver a gravidade real do que ocorre no nosso país, há alguns anos não havia burkinis em nossas praias", disse Le Pen, que quer acabar com as imigrações, "ilegais ou legais".

Le Pen defendeu "fronteiras nacionais" argumentando que "não se pode confiar em uma Grécia arruinada ou em uma Itália submergida para controlar um fluxo (de imigrantes) que chega de maneira contínua".

O candidato de direita, François Fillon, que concorre sob a sombra de denúncias de desvio de dinheiro público, tentou dar impulso à sua debilitada campanha concentrando-se em seu programa liberal.

"Quero ser o presidente que libertará os franceses do excesso de burocracia", declarou o candidato conservador, prometendo tornar a França a primeira economia da Europa em dez anos.

Fillon, que até há pouco tempo era o favorito para conquistar a presidência, foi indiciado na semana passada por desvio de dinheiro público e apropriação indébita no caso de cargos fantasmas para sua mulher e filhos, nomeados assistentes parlamentares.

De acordo com as pesquisas, Le Pen e Macron são os favoritos para suceder o impopular presidente socialista François Hollande, que não concorrerá a um segundo mandato.

Mas o alto número de indecisos, em torno de 40% segundo as últimas pesquisas, torna difícil prever com certeza o resultado desta eleição, uma das mais imprevisíveis da história recente da França.

O segundo turno das presidenciais será realizado no dia 7 de maio.

meb/lr

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