"É inadmissível o que está acontecendo", diz superintendente de Esportes do Figueirense - A Notícia

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Acabou a paciência23/03/2017 | 17h32Atualizada em 23/03/2017 | 19h05

"É inadmissível o que está acontecendo", diz superintendente de Esportes do Figueirense

Em entrevista à CBN Diário, Carlos Arini falou sobre o atual momento do clube e das medidas que pretende tomar quando chegar a Florianópolis

"É inadmissível o que está acontecendo", diz superintendente de Esportes do Figueirense Marco Favero/Agencia RBS
Foto: Marco Favero / Agencia RBS
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O novo superintendente de Esportes do Figueirense, Carlos Arini, ainda não foi apresentado oficialmente, mas já está trabalhando nos bastidores, conversando com o presidente do clube, Wilfredo Brillinger, e com o técnico Márcio Goiano. Algumas medidas serão tomadas assim que o profissional terminar seu vínculo com o Santo André e desembarcar em Florianópolis, o que deve ser feito na próxima semana. O objetivo é reverter a má fase do Furacão, que vem desde o rebaixamento à Série B no ano passado e a situação do Estadual, onde o time ainda não pontuou e amarga a última colocação na classificação do returno.

A derrota para o Inter de Lages na quarta-feira, a terceira seguida do Alvinegro no Estadual, foi a gota d'água. E não é só o torcedor do time que está com a paciência esgotada. Em entrevista ao programa Debate Diário, da CBN, nesta quinta-feira, Arini foi duro, disse que está de olho no mercado e não descartou uma reformulação no elenco. O profissional disse que recebeu carta branca do presidente para agir e é isso que ele pretende fazer. Confira os principais trechos da entrevista.

Sequência de derrotas
- É inadmissível o que está acontecendo. O Figueirense não pode estar passando por uma situação dessas. Conversando com o presidente e com toda a comissão, a gente estabeleceu uma meta e um objetivo, já começar a visar a Série B. Estou em São Paulo, em cima de contratações que são necessárias e no Catarinense o time tem que reagir. Independentemente se vai disputar o título ou não, mas o que não pode é a gente estar aceitando essas derrotas. Se não vai na qualidade, tem que ir na alma, e isso quem vestir a camisa do Figueirense tem que entender. Estamos trabalhando bastante aqui, o mercado está aquecido. A briga está grande. Muitas equipes de Série B estão indo atrás de atletas, então a gente não pode perder essa passada.

Risco de rebaixamento no Estadual
- Existe, não adianta querer tapar o sol com a peneira, isso acontece e a reação tem que ser o mais rápido possível e tem que ser com os atletas que estão aí. Depois do jogo de ontem (quarta-feira), três derrotas consecutivas realmente acaba preocupando. Sábado temos que ganhar de qualquer jeito, botar a bola pra dentro de qualquer jeito e depois vamos planejar com calma e saber quem quer e quem não quer ficar no Figueirense. Conversamos com a comissão técnica para saber quem está querendo. E quem não quer vai embora.

Salário atrasado
- Sempre atrapalha, porém existem mil situações no futebol onde você tem que conviver com esse tipo de situação e tem que reverter. Mas no caso do Figueirense, tem que vestir a camisa, não pode aceitar três derrotas dessas e ficar tranquilo. Não entrei muito na questão do salário com a diretoria. Como a coisa foi tão rápida (contratação no lugar de Léo Franco) eu fiquei muito preocupado a respeito de elenco, de atitude, de liderança. Se existem e quem são os líderes da equipe, porque eles têm que aparecer, porque não existe colocar toda a responsabilidade nos ombros da molecada. Quem chegou para resolver vai ter que resolver.

Márcio Goiano fica?
- O Márcio foi meu jogador, foi meu capitão, conheço ele, trabalhei com ele pois sei da seriedade e comprometimento dele, da preocupação. Converso com Márcio e com o presidente todos os dias, estamos alinhados, as coisas vão mudando jogo a jogo, os objetivos vão mudando e hoje é a permanência na elite do Estadual, a tranquilidade no Estadual. Não vamos jogar a toalha, mas precisamos fazer uma Série B forte e precisamos reforçar.

Jogadores que não estão rendendo
- Já conversamos bastante sobre isso, em qualquer equipe, não só no Figueirense, quando chega no momento da transição do Estadual para o Brasileiro tem que mexer, porque é outra história. Agora também não quero chegar, botar a faca e cortar o pescoço do jogador. Temos que ver o que está acontecendo e conversar. O torcedor não aguenta mais esse tipo de situação e nesse momento tem que vencer, e a reação parte do jogador. Ele tem que entender que está num clube que é referência e ele tem que dar essa resposta. Vai ter que correr mais, dar a alma e a cobrança é enorme. Estou muito focado e motivado porque eu sei realmente quais são as atitudes que temos que tomar. Quem não quiser ficar vai embora e o presidente me deu essa liberdade.

Recado para o torcedor
Pode ter certeza que o momento agora está complicado, mas nós vamos mudar, retomar o caminho das vitórias e, se Deus quiser, vamos fazer uma Série B fantástica e vamos voltar.

Se preferir, ouça a entrevista no Debate Diário desta quinta-feira

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