A prática da governança corporativa para as empresas - A Notícia

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Gestão empresarial17/04/2015 | 21h26

A prática da governança corporativa para as empresas

Confira as visões de Alcides Rocha e Marcus Tofanelli

Alcides Rocha
Presidente da Finance365, plataforma de governança corporativa focada em PMEs




Diante de um cenário econômico desfavorável, empreender tem se tornado um desafio. O mercado nacional pede soluções que tenham como principal objetivo aumentar o rendimento de uma empresa, cortar gastos, acrescer os lucros e buscar a longevidade da organização.

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A governança corporativa é uma aliada neste desafio, pois é a base para o crescimento sustentado e perene, inclusive de pequenas e médias empresas. Estruturar uma boa governança ampara os proprietários e executivos a conduzir o negócio sem surpresas e riscos, consequentemente aumentando lucros.

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A adoção desta prática busca desenvolvimento estruturado, construção da confiabilidade e longevidade para a empresa, pois corresponde aos processos, costumes, políticas internas e leis que são praticadas para fazer a administração de uma organização.

Administrar um negócio requer muito mais que a fabricação do produto próprio. Também é imprescindível ter visão ampla e conhecimento de mercado, planejamento de médio e longo prazos, ações protecionistas a fim de diminuir o impacto do cenário externo, apostar em talentos, ter uma gestão pessoal assertiva e um setor de RH estruturado.

Abrir mão de uma governança corporativa é ignorar uma solução que controla operações, reduz custos, aproxima o relacionamento com o cliente e auxilia na retenção de capacitação de profissionais competentes dentro da realidade do seu negócio. Antever uma crise é mais efetivo que recorrer a soluções de emergência, pois isso pode significar comprometimento da marca, prejuízos financeiros e desestruturação interna.

O mercado pede empresas mais estruturadas para enfrentar momentos de estagnação como o que estamos vivendo. Para chegar ao topo, é preciso organização, planejamento, sustentabilidade, visão, controle e transparência.

* * *

Marcus Tofanelli
Coordenador-geral do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC-MG)



O tema governança corporativa tem se mostrado presente no contexto empresarial, levando administradores e estudiosos a refletirem sobre criação de valor e os beneficiários das transformações decorrentes. A origem dos debates a respeito remete a conflitos inerentes à propriedade dispersa e à divergência entre os interesses dos sócios, executivos e da empresa. Neste cenário, as boas práticas buscam sempre equacioná-los em benefício da empresa.

Para a efetividade das melhores práticas, é necessário medir a qualidade das ações, para que elas não se tornem apenas mero checklist. E a qualidade pode ser percebida na valorização de mercado e na redução do custo de capital para a empresa. Aspectos como posicionamento estratégico e competitivo também permitem esta mensuração.

No ano passado, durante o 15º Congresso do IBGC, a advogada Lynn Stout, professora da Universidade Cornell, abordou em uma entrevista a teoria de criação de valor ao acionista. Ela defende a ideia de que os acionistas não devem ser priorizados em detrimento de qualquer outro público com que as empresas se relacionam e que investidores ativistas tendem a sobrepor interesses próprios aos da organização.

Outro ponto a considerar é a perenidade das companhias. Pesquisa sobre fatores de mortalidade de PMEs, feita por Poueri Mário e Nelson Carvalho, considera que as causas da falência empresarial não são apenas externas e é necessário entendê-las e relacioná-las às encontradas no ambiente da governança, para compreensão de comportamentos e análise de todas as causas de maneira integrada.

Conceitos e pesquisas e, sobretudo, exemplos de sucesso e fracasso podem levar-nos a concluir que boas práticas contribuem para manter harmônicos os interesses em torno de uma empresa e conduzi-la à longevidade.

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