Ministério Público divulga as marcas de leite que teriam sido vítimas de adulteração - A Notícia

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Investigação30/10/2014 | 15h16

Ministério Público divulga as marcas de leite que teriam sido vítimas de adulteração

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento faz rastreamento para recall dos lotes

Ministério Público divulga as marcas de leite que teriam sido vítimas de adulteração Sirli Freitas/Agencia RBS
Foto: Sirli Freitas / Agencia RBS

O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO) concluiu nesta quarta-feira as investigações sobre a Operação Leite Adulterado III, na qual são investigadas onze empresas — uma com sede na cidade de Iraí, no Rio Grande do Sul, e as demais em Santa Catarina. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a investigação apurou que o leite cru in natura era vendido para seis empresas que o comercializava:

-  Danone (Amparo-SP)
-  Szura (Candoi-PR)
-  Shefa (Amparo-SP)
-  Bel (Herculândia-SP)
-  G.O.P. Alimentos do Brasil/Arbralat (Toledo-PR)
- Terra Viva/CooperOeste (São Miguel do Oeste-SC)

As empresas investigadas também produziam queijos das marcas Cordilat, Boa Vista, São Domingos, Anita e Monte Claro. O MPSC reforça que, inicialmente, nenhuma das seis empresas é investigada como integrante do esquema, já que recebiam um produto alterado de forma tão precisa que a fraude não era detectada pelos testes protocolares exigidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) quando o leite chega na indústria.

:: Promotor orienta consumidor a trocar leite de empresa sob suspeita
:: Divulgados os nomes das empresas envolvidas na fraude do leite

Com essas informações em mãos, o Mapa deverá fazer a rastreabilidade dos produtos para saber quais lotes foram usados para produzir quais produtos e para quais mercados. Essa medida possibilitará o recall dos produtos afetados.

A equipe de Promotores de Justiça que atua no caso em conjunto com o Promotor de Justiça da Comarca de Quilombo tem agora cinco dias para analisar a prova obtida na investigação e apresentar a denúncia-crime ao Juiz de Direito da Comarca de Quilombo, dando início à fase judicial.

Esclarecimento

O Diário Catarinense tentou entrar em contato com todas as empresas citadas pelo Ministério Públio. Algumas encaminharam seus posicionamentos, mas nem todas responderam.

Danone: A Danone Brasil não recebeu qualquer notificação do Ministério Publico referente à operação leite adulterado III e destaca que já adota de forma sistemática medidas preventivas para possíveis fraudes do leite, para garantir a qualidade e a segurança alimentar de seus produtos. A Danone não está comprando leite das empresas agora citadas e reitera seu compromisso em oferecer aos consumidores produtos de qualidade, por meio da manutenção de rigorosos parâmetros de segurança alimentar e qualidade em toda sua cadeia produtiva; colocando-se à disposição para contribuir com as autoridades competentes nas investigações para coibir tais práticas.

Cooperoeste/Terra Viva: A Cooperoeste/Laticínios Terra Viva divultou nota no site da cooperativa onde esclarece que todo o leite adquirido passa por rigorosos exames laboratoriais e, o produto que não está em conformidade, é descartado, com o objetivo de garantir a qualidade para o consumidor. O Laticínio não foi notificado e lembrou que não é alvo de investigação do Ministério Público. A Cooperoeste finalizou informando que apóia as iniciativas para contra fraudes para garantir a qualidade do leite.

G.O.P. Alimentos do Brasil Ltda/Arbralat: A empresa encaminhou uma nota onde informa que não foi notificada e que não é alvo de denúncia e nem de investigação, conforme nota do próprio Ministério Público.

A empresa garante em nota que todos os produtos passam por rigoroso controle de qualidade e fiscalização do Ministério da Agricultura, que não apontaram nenhuma adulteração.

Também informou que a quantidade de produto adquirida de empresa suspeita é pequena e que não há prova de que recebeu leite adulterado. Além disso houve a suspensão de compra de leite de empresa suspeita.

A empresa garantiu aos consumidores que seus produtos estão aptos para o consumo.

Bel: Não havia ninguém para atender a imprensa, somente amanhã em horário comercial

Shefa: A reportagem tentou contato com o telefone da assessora responsável, mas ninguém atendeu

Szura: A empresa ficou de dar um posicionamento mas não retornou até o fechamento desta matéria. Tentamos ligar novamente mas ninguém atendeu.

 

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