Fotógrafo registra cachoeiras pelo Rio Cambirela, na Grande Florianópolis - A Notícia

Versão mobile

 

Natureza31/01/2014 | 22h20

Fotógrafo registra cachoeiras pelo Rio Cambirela, na Grande Florianópolis

Aventureiro levou oito horas para percorrer ida e volta de trilha por águas límpidas e nascentes

Fotógrafo registra cachoeiras pelo Rio Cambirela, na Grande Florianópolis Evandro Badin/Arquivo Pessoal
Natureza convida ao mergulho entre as quedas do rio de Palhoça Foto: Evandro Badin / Arquivo Pessoal
Evandro Badin é fotógrafo e enviou este texto para publicação no DC
Evandro Badin é fotógrafo e enviou este texto para publicação no DC

À medida em que a BR-101 fica para trás, a partir do km 224 sul, o barulho incessante dos automóveis e caminhões começa a silenciar, assim como as loucuras das pessoas à beira do mar, o plin-plin dos computadores e smartphones e o estresse das filas que já não têm controle ou horário. Conforme ando, amplificam-se o som das águas, dos pássaros e cigarras. A trilha é simples e pouco demarcada, é verdade, porém que o paraíso escondido na mata já não é tão secreto assim.

Camisa, calça comprida e tênis para caminhada são essenciais, mesmo que depois sejam largados em uma pedra para um refrescante mergulho nas águas límpidas. O lugar combina com alimentação natural e saudável. Embora seja bom levar água, ela está disponível em diversas nascentes às margens do rio. No entanto, alguns itens não tão naturais devem ser carregados, como repelente e protetor solar.



A caminhada pode ser curta ou longa. As belezas naturais já se apresentam no início da trilha, mas se tiveres pernas, suba, suba... vá conhecendo os recônditos mais embrenhados na mata e mais preservados... é de ficar maravilhado com tamanha beleza e simplicidade.

A minha caminhada foi longa: oito horas entre subida e retorno. Todo o cuidado foi redobrado, pois meus companheiros eram duas câmeras fotográficas, algumas lentes e tripé. Cair na água com esse equipamento não seria agradável. Em alguns momentos, pude avistar a Praia do Pontal, mais ao longe, a Beira-Mar e o Morro da Cruz. Tive certeza que estava no lugar certo e onde eu, realmente, gostaria de estar.

À proporção que fui subindo, as trilhas já não eram muito reconhecíveis. Caminhar pelas pedras era a melhor opção. Porém, cachoeiras maiores não permitem isso. Entrar na mata requer orientação e muita atenção sobre onde se pisa. Aranhas coloridas e alguns poucos lagartos estavam tomando sol, nada demais. A água vai mudando, cada vez mais gelada, mais cristalina e intocada. As piscinas naturais chamam o tempo todo a um mergulho. A mata vai ficando colorida e selvagem.

Preciso lembrar que o cansaço ia aumentando e a precisão e firmeza nas passadas diminuíam – fator para o qual precisamos atentar. O risco de quedas aumenta significativamente no retorno, pois as pernas já não estão tão ágeis como no início. É prudente avaliar que tudo o que subir tem que descer, portanto, reconheça o ponto onde o corpo pede para retornar. Quando fizer pausa para alimentação, aproveite para levantar as pernas e relaxar. Silencie e ouça o que não costuma ouvir na cidade.



Gostaria de enviar sua história e fotos? Escreva para veraosc@gruporbs.com.br

DIÁRIO CATARINENSE

 
A Notícia
Busca