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21/06/2011 | 06h12

São Francisco do Sul perde salas de cinema

Há três anos instaladas, salas não conseguiram atingir público médio que tornasse o negócio viável

São Francisco do Sul perde salas de cinema Rogerio da Silva/Agencia RBS
Sala de cinema do Shopping São Francisco Foto: Rogerio da Silva / Agencia RBS
Quem assistiu às sessões de "Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio" e "Piratas do Caribe 4 - Navegando em Águas Misteriosas" no São Francisco Shopping, provavelmente conferiu as últimas exibições do Grupo Cine na cidade.

As duas salas de exibição de São Francisco do Sul fecharam neste último fim de semana e não têm data determinada para voltarem a funcionar. Os R$ 3 milhões investidos na estrutura do cinema não garantiram que o local fosse prestigiado pelo público são-francisquense.

Há três anos instaladas no shopping, as salas não conseguiram atingir um público médio que tornasse o negócio viável, tanto para o empreendimento quanto para a exibidora, no caso, o Grupo Cine.

— O cinema dá prejuízo desde o primeiro ano. As salas tinham uma média diária de quatro pessoas — justifica o gerente do shopping, Hamirton Soares.

A decisão sobre o fechamento partiu da exibidora. Hamirton conta que várias tentativas foram postas em prática para levar mais pessoas às exibições. Uma vez por semana o cinema realizava sessões gratuitas para escolas públicas do município, mas a participação dos alunos era baixa por falta de transporte.

— Não tivemos apoio nem da prefeitura e nem da Fundação Cultural da cidade — reclama o gerente.

No entanto, o diretor da fundação, Aldair Carvalho, esclarece que não foi procurado pelo cinema e que o subsídio de transporte não é realizado pelo órgão. Diante das queixas de que o espaço só oferecia filmes velhos, o shopping também chegou a bancar lançamentos, o que representava um gasto extra de R$ 3 mil.

— Mesmo assim não dava público — relata Hamirton.

As salas exibiam uma média de dois novos filmes por semana. A administração do shopping quer encontrar outra empresa exibidora. Outra possibilidade é transformar o espaço para servir de comércio ou salas de reunião.

Segundo o supervisor do Grupo Cine, Leandro Steffens, não descarta o retorno, mas diz que será necessário que o shopping justifique a viabilidade da instalação.

— Trabalhamos com número e as salas precisam dar retorno. Esta análise está sendo feita há um ano. Não foi uma decisão de uma hora para outra — destaca o supervisor.

Por enquanto, a cidade fica apenas com o Cine Teatro 10 de Novembro, que promove exibições de filmes mais voltados para a linha clássica do cinema, cobrando apenas um quilo de alimento como entrada.

Recentemente, o local realizou uma mostra de filmes de Charlie Chaplin. A Fundação Cultural Ilha São Francisco do Sul já planeja a próxima atração, que será de curtas-metragens.

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