Saiba como dar o destino correto para seu lixo em Joinville - A Notícia

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30/06/2011 | 08h14

Saiba como dar o destino correto para seu lixo em Joinville

Confira onde entregar aqueles resíduos e objetos que não podem ser simplesmente jogados no lixo doméstico

Saiba como dar o destino correto para seu lixo em Joinville  Claudia Baartsch/Agencia RBS
Local que deveria servir para coleta de materiais de contrução se transformou em depósito de lixo Foto: Claudia Baartsch / Agencia RBS

Você sabe o que fazer com aquela lata de tinta que sobrou da reforma? E aquela sofá velho que não tem mais conserto? Estes materiais fazem parte de uma categoria de lixo chamado não-convencional, que, na prática, viram uma dor de cabeça quando precisam ser descartados, já que não podem ser enviados para o aterro sanitário.

Confira onde levar seu lixo


Se desfazer destes resíduos pode ser um martírio para quem não sabe onde procurar ajuda. Há empresas que prestam este serviço e evitam maiores incômodos, seja gratuitamente ou por pagamento.

Segundo a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema), o lixo é responsabilidade de quem o produz.

— É uma propriedade tua. Você é responsável pelo destino. O lixo é o primeiro em problema ambiental em Joinville —, diz gerente de desenvolvimento e gestão da fundação, Stella Maris Barth Wanis.

É aí que começa o impasse: o que fazer com os produtos que não podem ir para o aterro sanitário?

Materiais como pilhas, baterias, pneus devem ser levados diretamente nas lojas onde foram comprados. Às vezes, a opção mais barata e mais prática é despejar os resíduos em terrenos baldios. Quem o produziu se livra do problema – que poderia ser resolvido mais rapidamente com uma simples ligação telefônica –, mas acaba provocando outro problema ambiental.

Para cada tipo de material, há uma solução possível. E de graça. Dar fim a um móvel velho, por exemplo, é mais fácil do que se imagina. Basta ligar para a Ambiental, empresa que faz a coleta de lixo na cidade. No prazo de 48 horas, uma equipe vai buscar o material na casa da pessoa. É um serviço que já está incluso na taxa de lixo, paga anualmente. Também entra neste pacote o recolhimento de animais mortos.

Restos de material de construção civil, por exemplo, podem ser levados até os pontos de entrega voluntária (PEVs), localizados em quatro secretarias regionais, ou diretamente na Terraplanagem Medeiros, no distrito Pirabeiraba, única empresa da cidade autorizada a fazer a reciclagem.

Mau uso de pontos de coleta

A Fundema quer colocar em prática pelo menos nove pontos de entrega voluntária de restos da construção civil até 2012. Hoje existem quatro, mas funcionando precariamente.

O projeto incentiva a destinação correta dos materiais. Os primeiros quatro pontos foram instalados nas secretarias regionais do Costa e Silva, Iririú, Paranaguamirim e Nova Brasília.

Estes locais, em tese, deveriam estar recebendo os entulhos. Mas não é o que acontece na prática. Nas secretarias do Iririú e do Nova Brasília, os materiais não são mais recebidos. No Paranaguamirim, a secretaria recebe apenas restos de construção civil que podem ser utilizados em aterros da região.

O caso mais caótico é no Costa e Silva, onde o ponto de entega se tornou um verdadeiro lixão. O que era para ser somente restos de construção e de jardinagem, tornou-se depósito de sofás, pneus, vidros, garrafas de cerveja, papelões e até banco do automóvel. Até materiais tóxicos, como latas de tinta, estão jogados no chão. São mais de 50 pneus de veículos e caminhões que ficam amontoados num pequeno pátio coberto.

Segundo o gerente da regional, Andrei Ricardo Soares, o problema começa quando as pessoas não fazem a entrega no horário estipulado, das 7 às 12 horas, e jogam qualquer objeto no local. A secretaria chegou a colocar um cabo de aço para impedir o despejo de resíduos fora de horário e sem fiscalização, mas a barreira foi rompida.

Para reorganizar e colocar em prática os novos pontos de coleta, a Fundema deve investir em informação e conscientização dos moradores de cada um dos bairros onde serão instalados os equipamentos.

Um lugar onde tudo se recicla

Na rua Dona Francisca, rumo ao Centrinho de Pirabeiraba, existe uma empresa que é pioneira na reciclagem completa de materiais de construção. E a única autorizada na cidade.

Não importa se é concreto, ferro, madeiras ou pregos, tudo tem uma finalidade e, principalmente, gera recursos financeiros. Para o engenheiro ambiental da empresa, Israel de Farias, o rendimento só não é maior porque dos 500 m³ de resíduos de construção civil produzidos por dia, somente 600m³ por mês vão parar na empresa. O restante do material é despejado em aterros clandestinos.

Mas, mesmo para reciclar, há um custo. O investimento para Israel, se precisasse comprar todos os equipamentos e construir os galpões, que foram reaproveitados da terraplanagem, ficaria em torno de R$ 6 milhões. A empresa recebe gratuitamente os materiais até 1m³. Depois disso, há um valor a ser pago, que varia conforme a separação dos materiais.

Se tiver tudo organizado, o custo é R$ 9 para o metro cúbico de concreto e derivados, madeira e argila. Para concreto armado e materiais misturados, varia entre R$ 31 e R$44. E os contaminados chega a R$ 55 a unidade para dar o destino correto, que não é na terraplanagem.

Mesmo com com as facilidade, segundo Israel, a maioria não leva para a empresa os entulhos.

— As construtoras grandes fazem a triagem na obra. Já as pequenas misturam tudo e não querem pagar por isso —, lamenta.

O destino dado para estes materiais é curioso. O concreto é britado e volta a servir para a construção civil. O material é usado para a base de casas e até de ruas, antes de serem asfaltadas. A madeira é picada e vendida para caldeiras de malharias.

— Mesmo assim, tem que ser um preço menor porque vem, às vezes, pregos ou plásticos —, diz Israel.

E a argila é destinada para aterros. Em alguns casos, vem até plástico ou papel, porém a empresa não tem licença ainda para trabalhar com estes produtos.

— Como é pouca coisa, colocamos na coleta seletiva.

Promoções criadas por Israel tentam chamar a atenção das pessoas para a reciclagem na construção civil. Mas ainda não têm surtido o resultado esperado.

— Esse é um negócio para o futuro —, afirma.

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