Candidato mexicano ao comando do FMI busca apoio brasileiro - A Notícia

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01/06/2011 | 17h34

Candidato mexicano ao comando do FMI busca apoio brasileiro

Para Cartens, emergentes estão capacitados para dirigir o Fundo

O candidato mexicano à direção do Fundo Monetário Internacional (FMI), Agustín Cartens, disse nesta quarta-feira em Brasília que os países emergentes estão capacitados para ajudar a solucionar a crise na Europa e pediu "mente aberta" aos membros do organismo multilateral para eleger a um mexicano.

Diretor do Banco do México, Carstens iniciou no Brasil uma série de viagens internacionais que fará para pedir apoio aos países emergentes a sua candidatura, seguindo para Argentina, China e Índia.

O mexicano compete pelo apoio dos países emergentes com a candidata francesa Christine Lagarde, que, apoiada em peso pela Europa, também iniciou no Brasil uma série de visitas à grandes nações em desenvolvimento.

– Os latino-americanos, os emergentes, têm a capacidade, o conhecimento e a experiência para contribuir para a resolução da crise da Europa e para os problemas tão importantes que enfrentam algumas regiões como o norte da África e o Oriente Médio – afirmou Cartens em uma coletiva de imprensa junto ao ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega.

Cartens fez também uma ampla defesa do aumento da cota de participação dos países emergentes no Fundo Monetário, que é a principal reivindicação dos BRICS, que agrupam Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O grupo, no entanto, ainda não possui uma candidatura unânime. Além disso, defendeu políticas econômicas mais flexíveis do Fundo, que sejam adequadas às necessidades econômicas atuais.

– O FMI deve ter uma atitude flexível quanto ao julgamento das políticas econômicas dos diferentes países – disse Cartens.

Para Guido Mantega, a candidatura de Cartens é importante como um representante dos países emergentes. O ministro também disse que o Brasil não anunciará a qual candidato apoia até que se encerre o prazo de apresentação dos concorrentes, no dia 10 de junho, e afirmou que a decisão se baseará nos méritos e compromisso de cada aspirante ao cargo.

– O FMI pode voltar a ser o que era antes: um representante do G7 ou G8 que também acolhe aos países emergentes e em desenvolvimento do G20 – disse Mantega.

O ministro também recebeu a ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, outra candidata à direção do FMI. No encontro, realizado na última segunda-feira, a ministra francesa se comprometeu a "aprofundar" as reformas no FMI para dar mais peso aos países emergentes.

Lagarde e Cartens aspiram ocupar o lugar de Dominique Strauss Kahn, que abriu mão da diretoria do Fundo no dia 19 de maio após acusações de tentativa de estupro.

AFP

 
 

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