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07/05/2011 | 14h01

População de São Bento do Sul faz mobilização contra equipamento usado pela PM em blitz

Equipamento que mede a transparência dos vidros de automóveis virou motivo de discussões

População de São Bento do Sul faz mobilização contra equipamento usado pela PM em blitz Fabrizio Motta/Agencia RBS
Aparelho mede a transparência dos vidros em veículos Foto: Fabrizio Motta / Agencia RBS

Um equipamento que mede a transparência dos vidros de automóveis virou motivo de calorosas discussões em São Bento do Sul. O aparelho foi comprado pela Polícia Militar em fevereiro. Desde que foi anunciado o uso do Medidor de Transmitância Luminosa nas blitzes, não se fala em outra coisa na cidade.

O assunto tomou conta dos bares e rodas de amigos, até em debates na internet. Tanto que está marcado para as 14 horas deste sábado um protesto na cidade.

No últimos dias, como medida educativa, a polícia tem recebido motoristas no batalhão para fazer medições com o aparelho, que custou R$ 7,9 mil. A maioria dos veículos foi reprovada. A penalidade para quem for pego com películas mais escuras do que o permitido é R$ 127 de multa, cinco pontos na carteira por infração grave e a retenção do veículo até que a situação seja resolvida.

— Não haverá uma caça às bruxas. A fiscalização dos vidros será feita em blitzes eregulares que realizamos —, diz o subcomandante da PM, major Fabiano Dias Perfeito.

Difícil vai ser para a polícia local fazer essas blitzes com a antipatia dos moradores. Para os 74.801 habitantes de São Bento do Sul, há mais de 40 mil veículos, conforme informação da Prefeitura.

— Em alguns carros, mesmo sem a película, acusava que estava mais escuro —, diz o técnico em plástico Everton Conceição, 42 anos.

Everton, assim como outros moradores, participou de uma manifestação no sábado passado, com direito a buzinaço, pedindo o não uso do equipamento. Afinal, a partir do 13 de maio, a medida educativa termina e começa a fiscalização, com direito a penalidade para quem não estiver dentro das determinações do Código Brasileiro de Trânsito.

Em Joinville, o comandante do 8º Batalhão da PM, tenente-coronel Edvar Bedin, disse que não acha necessário a compra do equipamento para a cidade. Afirma que a verificação da transparência dos vidros pode ser feita sem ele ou na certificação das películas.

O comandante do 17º Batalhão, tenente-coronel Adilson Michelli, pensa um pouco diferente. Para ele, qualquer equipamento que ajude o trabalho policial é bem-vindo. Em Jaraguá do Sul, a Polícia Militar fez o pedido de compra à Prefeitura e aguarda uma resposta.

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