Bosque Schmalz em Joinville continua rendendo discussões entre proprietários e Iphan - A Notícia

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31/05/2011 | 13h04

Bosque Schmalz em Joinville continua rendendo discussões entre proprietários e Iphan

Principal herdeira, que defende falta de condições de arcar com o imóvel, recebe auto de infração do Iphan

Bosque Schmalz em Joinville continua rendendo discussões entre proprietários e Iphan  Rita Fieira /
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O bosque Schmalz, no bairro América, continua rendendo discussões entre proprietários e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Uma das herdeiras, Rita de Cássia Fieira, recebeu uma auto de infração do órgão responsável pelo tombamento do imóvel. No documento consta que Rita não tomou as providências de limpeza e segurança do local considerado patrimônio material desde a década de 1960.

A herdeira teve 15 dias para recorrer sobre o auto. Em mais de 300 páginas, ela alega que sequer recebeu orientações quanto ao procedimento adequado para a conservação das espécies de plantas mantidas no antigo bosque.

— Falam que ali há plantas em extinção, mas não me dizem quais são, nem como podem ser podadas. Corro o risco de cometer algum dano ao patrimônio —, argumenta.

Além do desconhecimento sobre o modo de manutenção do espaço, Rita se defende afirmando que com o salário mínimo que recebe não poderia arcar com a despesa – sozinha, ela é dona de 50% do bosque, enquanto outros dez herdeiros do orquidófilo Adalberto Schmalz dividem o restante.

O caso tramita na procuradoria jurídica do Iphan em segredo de justiça. Segundo o setor técnico da superintendência do órgão em Santa Catarina, a defesa já está sob análise, que tem o prazo mínimo de 30 dias para ser concluída. Este é o primeiro aviso feito à proprietária e, se comprovada a omissão contra o imóvel, a ação pode acarretar em multa.

A situação do bosque Schmalz foi verificada após o Ministério Público Federal mover uma ação que questiona o estado de conservação do local. Em visita ao espaço no final de março, os técnicos do Iphan vistoriaram a área. O técnico engenheiro Mário Pires e a arquiteta Cintia Chamas disseram ter encontrado problemas de simples solução, como a remoção de material indevidamente depositado e um pequeno trecho de muro a ser recuperado.

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