Cerca de mil funcionários públicos realizam manifestação em Joinville - A Notícia

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13/07/2010 | 13h12

Cerca de mil funcionários públicos realizam manifestação em Joinville

Manifestação ocorreu em função da decisão do poder público de não rever proposta de aumento salarial

Cerca de mil funcionários públicos realizam manifestação em Joinville Jessé Giotti/
Aos gritos, funcionários públicos anunciam greve geral Foto: Jessé Giotti
Sem avanço nas negociações, cerca de mil funcionários públicos de Joinville paralisaram os serviços nesta terça e se reuniram pela manhã em frente à Prefeitura. Durante a passeata, manifestantes prometeram greve por tempo indeterminado a partir do dia 2 de agosto. A decisão foi anuncia após uma reunião entre secretários e funcionários públicos de diversas áreas. 

— Como o poder público não irá rever a proposta de aumento salarial (5,49%) em três parcelas e não recebemos uma resposta objetiva nem para as reivindicações que não implicam financeiramente a Prefeitura,  vamos fazer valer a decisão já aprovada em assembléia de realizar a greve geral —, disse o presidente do sindicato da categoria, Ulrich Beathatter.

— Só queremos que o trabalhador não tenha mais perdas, nem pedimos aumento real, valorização. Pedimos a inflação do período, e o parcelamento penaliza o servidor, é desvalorização —, justificou.

Durante a reunião, a secretária de Gabinete, Maria Ivonete Peixer, representando do prefeito Carlito Merss, que está em Brasília, e a secretária de gestão de pessoas da Prefeitura, Márcia Alacon, reforçaram que esse é o aumento possível, diante dos índices de arrecadação e de critérios legais.

Argumentaram que o aumento de 5,49% em parcela única comprometeria em mais de 54% os gastos públicos com a folha do pagamento, o que pela lei de responsabilidade fiscal geraria implicações.

— Com o aumento parcelado, já vamos chegar a 52,6% e ficar muito próximos do limite estabelecido pelo Tribunal de Contas da União —, ressaltou Márcia Alacon.

— Além de garantir o salários dos servidores, temos que manter os serviços básicos para a população —, complementou Maria Ivonete Peixer.

A secretária de gestão de pessoas reconheceu que a Prefeitura possuí dívidas históricas com os funcionários públicos, em especial com o magistério, e se prontificou a formar uma comissão para, a partir da próxima semana, retomar as discussões em torno de outros 25 itens da pauta do sindicato, como a revisão do plano de carreira.

Mas a falta de prazos para o atendimento das reivindicações gerou insatisfação e os manifestantes saíram em passeata, para explicar a população os motivos da paralisação.

Na tarde desta terça, eles prometem ir à Câmara de Vereadores, para pedir apoio do legislativo. O objetivo é evitar que a proposta de aumento parcelado, encaminhada à Câmara, seja aprovada, principalmente porque a data base da categoria era 1º de maio, e ao longo de quatro meses, as negociações não avançaram.

AN.COM.BR

 
 

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