Crise na Busscar: sem dinheiro, a aposta agora é uma comissão para buscar saídas para a empresa - A Notícia

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28/05/2010 | 11h52

Crise na Busscar: sem dinheiro, a aposta agora é uma comissão para buscar saídas para a empresa

Liberação de recursos está condicionada a mudanças na gestão da fábrica de carrocerias

A caravana de 40 ônibus e 1.500 funcionários da Busscar que foi para Brasília começou, no início da noite de quinta, a volta para Joinville. Na bagagem, nem o encontro com Lula, nem a garantia de que o governo federal vai pagar os mais de R$ 621 milhões em créditos de IPI ou a linha de crédito do BNDES para financiar o capital de giro da empresa. Mas muita esperança. Ela vem sob a formação de um grupo de trabalho, que deve ser integrado pelo BNDES, Ministério da Fazenda, trabalhadores, sindicatos, e credores, com a missão de buscar uma saída para a crise da empresa.

A ideia do grupo saiu durante uma reunião com o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, com quem representantes da caravana se reuniram por mais de duas horas. Ele não criou expectativas em relação ao recebimento dos créditos do IPI, mesmo após decisão favorável do STJ. A proposta agradou aos representantes dos funcionários, que esperam que as primeiras reuniões aconteçam já na próxima semana.

— O governo se mostrou predisposto a ajudar a Busscar — diz Esbaldini Testoni, um dos líderes do movimento.

Segundo ele, que trabalha há 23 anos na fabricante de carrocerias de ônibus, a atual situação é insustentável.

— Estamos sem salário, sem 13º, sem plano de saúde. Estamos sem nada.

Em um primeiro momento, a comissão vai envolver a Fazenda e o BNDES.

— O ministro Mantega deve ser ouvido nos próximos dias — diz o deputado estadual Kennedy Nunes, que participou da mobilização em Brasília.

Uma eventual ajuda para a empresa passaria por mudanças na gestão da empresa e ao aval dos credores. Segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a instituição admite a possibilidade de abrir uma linha de crédito de R$ 40 milhões para a retomada do capital de giro da Busscar, mas estabelece condições. Ele reiterou o que tinha dito na quarta a políticos catarinenses:

— A Busscar não pode quebrar, mas é preciso ajuste, como a empresa ter uma governança exemplar.

O banco está participando das negociações, com outras instituições, para o refinanciamento da dívida, que chega a R$ 270 milhões. O BNDES aprovou recentemente operação de financiamento a exportações de ônibus para a Guatemala, no valor de US$ 450 milhões. Deste montante, US$ 115 milhões são referentes a veículos da Busscar.

— Esta venda é muito importante para lastrear operações de crédito de giro para revitalizar a companhia — disse Coutinho.

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