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08/04/2009 | 14h41

Embiras invadem casas no bairro Saguaçu, em Joinville

Moradores se preocupam com infestação que começou em uma casa abandonada

Embiras invadem casas no bairro Saguaçu, em Joinville Pena Filho/
Os bichos se espalharam por muros, casas, árvores e calçadas Foto: Pena Filho
Roelton Maciel, especial
Uma infestação de embiras que começou no fim da tarde de terça-feira tem preocupado os moradores de uma quadra da rua Prefeito Witch Freitag, no bairro Saguaçu, em Joinville.

Milhares deste bicho se espalharam pelos fundos de uma casa abandonada e passaram a invadir outras casas da região. Desde o começo da manhã desta quarta-feira, os moradores evitam deixar portas e janelas abertas para que as embiras não entrem nas casas. A situação é mais preocupante nas propriedades ao lado do terreno onde fica o ninho das embiras. Elas sobem pelos muros e chegam facilmente nos quintais vizinhos.

— Estou apavorada. Já acendi uma tocha e espalhei o fogo pelo muro para tentar impedir que as bichas entrem na minha casa — conta Joanita da Silva, 54 anos, dona de uma casa na mesma quadra onde as embiras se espalharam.

É difícil andar pelas calçadas da rua sem pisar em alguma embira. Os bichos se espalharam por árvores e subiram até em um poste da fiação elétrica. Os moradores dizem que a Prefeitura prometeu agir em um prazo de dez dias, mas ninguém pretende esperar tanto tempo por uma solução.

— Não sei se vamos conseguir dormir esta noite. Alguém precisa ficar vigiando — diz Joanita.

Saiba mais sobre as lagartas

* As crianças geralmente são as vítimas, porque tocam as lagartas por curiosidade. Por isso, os pais devem estar atento às brincadeiras, especialmente perto de árvores.

* As lagartas costumam aparecer no verão e início do outono.

* Os especialistas dizem que o tipo mais agressivo, a Lonomia obliqua, nunca foi encontrada em Joinville.

* Os pêlos, espinhos ou cerdas das lagartas é que podem causar acidentes. Estas estruturas desprendem-se ao contato, inoculando o veneno.

*As manifestações do veneno dependem de vários fatores - espécie da lagarta, tipo do pêlo, quantidade do veneno, duração do contato

* A queimação local, com ou sem coceira, pode durar horas. Ainda podem ser observados vemelhidão, hemorragia, bolhas e descamação. Pode haver ainda mal estar, insônia, febre, náuseas e vômitos nos casos mais graves.

* Se houver contato, é preciso procurar um médico. Na maioria dos casos é necessária a aplicação de um soro antilonomia que é fabricado somente pelo Instituto Butantan, de São Paulo

* As aparições em massa, segundo estudo da Universidade de São Paulo (USP) têm sido causadas pelo desmatamento. Com a devastação de florestas, a taturana fez de pomares o seu novo habitat.

* Outro motivo para o aumento da população é a extinção de um ou mais predadores naturais. O principal deles é uma mosca da família Tachinidae. Uma vespa da família Ichneumonidae também costuma depositar ovos nas larvas das taturanas. Existe ainda um percevejo, da família Pentatomidae, que consegue sugar os líquidos da lagarta.

AN.COM.BR

 

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