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Washington07/11/2018 | 19h06

Trump ataca novamente jornalistas críticos a seu governo

AFP
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O presidente americano, Donald Trump, voltou a enfrentar e desqualificar jornalistas nesta quarta-feira (7) em uma coletiva posterior às eleições de meio de mandato, na qual atacou especialmente o correspondente da CNN na Casa Branca.

Trump reagiu a uma pergunta do jornalista Jim Acosta sobre o tema da caravana de migrantes que avança para a fronteira dos Estados Unidos vinda da América Central.

Quando Acosta perguntou ao presidente se ele havia "demonizado os migrantes" durante a campanha para as eleições, Trump respondeu: "Não, quero que entrem no país. Mas têm que entrar legalmente".

Acosta insistiu: "Estão a centenas de milhas de distância. Isso não é uma invasão", disse, usando a palavra com qual que Trump havia definido o fluxo de migrantes.

Trump reagiu de modo contundente. "Honestamente, acho que você deveria me deixar dirigir o país. Você dirige a CNN, e se fizesse isso bem, sua audiência seria mais alta", disse Trump.

Irritado com Acosta, disse: "Já chega, abaixe o microfone", e se afastou do púlpito.

O jornalista da CNN, se recusou a cumprir a ordem de entregar o microfone e se sentar, e continuou fazendo perguntas.

"A CNN deveria se envergonhar de ter você trabalhando para eles, você é grosseiro e uma pessoa horrível", disse o presidente.

Antes da pergunta seguinte, o jornalista da NBC Peter Alexander defendeu Acosta dizendo que era um "repórter diligente", e que isso despertou a ira de Trump.

"Tampouco sou seu fã. Para ser honesto, você não é o melhor", disse o presidente a Alexander. Trump voltou a se dirigir a Acosta. "Quando você informa notícias falsas, o que a CNN faz muito, você é inimigo do povo", afirmou.

Durante a coletiva, Trump também silenciou outra jornalista da CNN, April Ryan, quando ela tentava lhe fazer uma pergunta sem microfone.

Em um comunicado, a CNN considerou que "os ataques deste presidente à imprensa foram longe demais". "Não são apenas perigosos, são preocupantemente antiamericanos", afirmou a emissora, que expressou seu apoio a Acosta e a "jornalistas de todos os lados".

Após os embates com os representantes de emissoras de televisão, o presidente acusou uma jornalista negra de ser "racista" por ter sido interrogado sobre sua retórica "nacionalista" que estimulou supremacistas brancos.

"Tenho uma cobertura (da mídia) muito incorreta", disse Trump. "Eu poderia fazer algo fantástico, e eles (os jornalistas) fariam algo ruim", queixou-se.

Ao fim da coletiva de quase uma hora e meia, Trump disse que esperava que "o tom possa melhorar (com a imprensa), mas isso começa com a mídia".

* AFP

 

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