Vizcarra insiste em renúncia do procurador-geral do Peru - Mundo - A Notícia

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Lima02/10/2018 | 18h14

Vizcarra insiste em renúncia do procurador-geral do Peru

AFP
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O presidente peruano, Martín Vizcarra, reiterou nesta terça-feira (2) que o questionado procurador-geral, Pedro Gónzalo Chávarry, deve deixar o cargo por seu vínculo com uma suposta rede de corrupção judicial, após pedir à Procuradoria probidade para liderar a luta contra a corrupção.

"Isso não está acontecendo com o procurador Chávarry, há questionamentos e, por isso, também pedimos que fique à margem", disse Vizcarra em declarações feitas na cidade de Huancayo.

O presidente ressaltou que "dentro do próprio Ministério Público, (o procurador-geral) tem sérios questionamentos".

Em mais de uma ocasião, Vizcarra pediu a Chávarry que renunciasse devido ao escândalo dos áudios dos juízes, revelado em julho.

O procurador-geral Chávarry respondeu ao presidente por sua conta no Twitter, onde ligou o pedido de Vizcarra a supostas denúncias contra ele.

"Ponderação, presidente Vizcarra. Chega de interferências. As 46 denúncias contra você (43 do seu próprio povo) tramitarão com o devido processo. Respeite as instituições e a democracia", tuitou Chávarry.

O procurador está no centro de uma tempestade após ser atingido pelo escândalo de suposta venda de sentenças e tráfico de influência no Poder Judiciário.

Um amplo movimento social e político exige a sua renúncia, mas a resistência de Chávarry a deixar o cargo desatou uma disputa interna no Ministério Público e polarizou o país.

No Congresso, Chávarry enfrenta um processo de destituição iniciado pela esquerdista Frente Ampla, que não irá à frente se não tiver o apoio do partido liderado pela filha do ex-presidente Alberto Fujimori.

Apenas o Congresso pode destituí-lo do cargo, para o qual foi eleito por três anos.

O procurador alega ser vítima de um "linchamento midiático" por lutar contra a corrupção, ao relançar a cooperação com o Ministério Público brasileiro para obter novas provas de pagamentos da Odebrecht a políticos peruanos investigados, incluindo quatro ex-presidentes.

* AFP

 

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