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Paris05/10/2018 | 13h29

Reações ao Nobel da Paz

AFP
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Veja as principais reações ao prêmio Nobel da Paz entregue nesta sexta-feira (5) ao médico congolês Denis Mukwege e à yazidi iraquiana Nadia Murad, ex-escrava do Estado Islâmico, dois símbolos da luta contra a violência sexual empregada como "arma de guerra" nos conflitos.

Mukwege dedica prêmio às "mulheres vítimas de conflitos e da violência cotidiana"

O médico ginecologista Denis Mukwege dedicou seu prêmio "às mulheres de todos os países vítimas de conflitos e confrontadas à violência cotidiana". "Este prêmio supõe um reconhecimento do sofrimento e da falta de justiça para as mulheres vítimas de estupros e de violência sexual em todos os países do mundo".

Para Nadia Murat, Nobel honra "todas as mulheres" que sofreram violência sexual

O Nobel da Paz é importante "para todas as mulheres" vítimas de violência sexual, estimou Nadia Murad, acrescentando que o prêmio "significa muito, não apenas para mim, mas para todas as mulheres no Iraque e no mundo inteiro". "Não é fácil, para mim, falar o que aconteceu comigo, porque não é fácil, particularmente para as mulheres no Oriente Médio, dizer que fomos escravas sexuais", ressaltou.

Uma "honra para os iraquianos" (presidente iraquiano, Barham Saleh)

Este Nobel é uma "honra para todo os iraquianos que combateram o terrorismo". Este prêmio é também um "reconhecimento da situação desesperada" dos yazidis.

Kinshasa "felicita" Mukwege, apesar de "divergências"

"O governo felicita o doutor Denis Mukwege pelo trabalho muito importante que ele faz (pelas mulheres estupradas) mesmo que muitas vezes estejamos em desacordo", declarou à AFP o porta-voz do governo congolês Lambert Mende.

Eles defendem os "valores comuns" da ONU (secretário-geral da ONU, Antonio Guterres)

"Como embaixadora da Boa Vontade do Escritório das Nações Unidas contra as Drogas e o Crime desde 2016", Nadia Murad "apoia as vítimas da escravidão sexual e do tráfico de seres humanos", e os esforços para que "seus líderes sejam levados à Justiça". "Sua poderosa defesa (...) ajudou a desencadear uma investigação da ONU" sobre esses crimes.

"Apesar das ameaças de morte regulares, Denis Mukwege criou o hospital Panzi na República Democrática do Congo, um abrigo para vítimas de maus-tratos". "A ONU o apoiou". "Como um cirurgião competente e sensível, ele não apenas 'consertou' corpos quebrados, mas também restaurou a dignidade e a esperança".

"Profundo respeito" (presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk)

"Tenho o mais profundo respeito pela coragem, a compaixão e a humanidade dos dois vencedores".

"Fazer brilhar a luz" (secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg)

"Obrigado por seus esforços para fazer brilhar a luz e acabar com um dos crimes mais sombrios: a violência sexual como arma de guerra".

"Um grito de humanidade" (Steffen Seibert, porta-voz da chanceler Angela Merkel)

"São dois excelentes laureados que lançam um grito de humanidade em meio a horrores inimagináveis".

"Extraordinariamente corajoso" (alta comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet)

"É um reconhecimento amplamente merecido para esses dois defensores extraordinariamente corajosos, perseverantes e eficazes contra a violência sexual e o uso do estupro como arma de guerra".

"Força, coragem e visão" (chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini)

Este Nobel "celebra a força, a coragem e a visão, as histórias de um homem e de uma mulher que arriscaram suas próprias vidas para ajudar, proteger e salvar outras pessoas".

"Um grande dia" (Vian Dakhil, deputada yazidi no Parlamento iraquiano à AFP)

"É um grande dia, estamos cheios de alegria. É um novo golpe contra o terrorismo. Esperamos que o governo iraquiano dê mais atenção à tragédia que se abateu sobre os yazidis".

* AFP

 
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