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Lyon05/10/2018 | 14h19

França busca chefe da Interpol que desapareceu após viajar à China

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As autoridades francesas abriram uma investigação após o desaparecimento do presidente da Interpol, o chinês Meng Hongwei, cuja família não teve notícias desde que viajou ao seu país natal no final de setembro.

Meng Hongwei, que se tornou em 2016 o primeiro chinês à frente da Organização Internacional de Polícia Criminal, com sede na França, viajou em 29 de setembro à China, segundo a rádio francesa Europe 1.

Mas desde então não deu notícias. Foi sua esposa que alertou seu desaparecimento às autoridades francesas, segundo indicou à AFP uma fonte próxima à investigação.

De acordo com o jornal South China Morning Post, Meng está "sob investigação" na China.

O desaparecimento de autoridades chinesas tornou-se relativamente comum sob a presidência de Xi Jinping, que vem conduzindo uma campanha anticorrupção há alguns anos que serviria de pretexto para expurgos políticos na China e no exterior.

A investigação sobre seu desaparecimento foi aberta em Lyon, sede mundial da maior organização policial internacional e cidade de residência de Meng Hongwei e sua família.

Meng Hongwei, de 64 anos, foi eleito em 10 de novembro de 2016 como diretor da Interpol para substituir a francesa Mireille Ballestrazzi durante a 85ª Assembleia Geral da organização de cooperação policial realizada na ilha indonésia de Bali.

Antes de sua nomeação para um mandato de 4 anos, Meng atuou como vice-ministro de Segurança Pública em seu país e chefiou o escritório nacional da Interpol. Ele também era um peso pesado do Partido Comunista Chinês.

Durante sua carreira como policial, trabalhou em unidades antidrogas e de combate ao terrorismo, de acordo com sua biografia publicada no site da Interpol.

A eleição de Meng provocou críticas de organizações de direitos humanos. Pequim costuma usar a Interpol para "deter dissidentes e refugiados no exterior", denunciou a Anistia Internacional.

as a Interpol rejeitou as acusações de parcialidade e lembrou que o Artigo 3 de seu estatuto estipula que "é estritamente proibido à organização qualquer atividade ou intervenção em questões ou assuntos de natureza política, militar, religiosa ou racial".

A Interpol facilita a cooperação entre a polícia de seus 192 países.

* AFP

 

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