Explosões em Cabul deixam três mortos no dia das eleições afegãs - Mundo - A Notícia

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Cabul20/10/2018 | 08h24

Explosões em Cabul deixam três mortos no dia das eleições afegãs

AFP
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Várias explosões em locais de votação deixaram três mortos neste sábado no Afeganistão, no dia das eleições legislativas do país, que os talibãs e o grupo Estado Islâmico (EI) já haviam ameaçado com ataques.

O ministério do Interior confirmou "15 ataques inimigos" em todo o país, a maioria com explosões de bombas de fabricação caseira e disparos de foguetes.

O porta-voz do ministério da Saúde, Mohibullah Zeer, afirmou que três pessoas morreram e 30 ficaram feridas em Cabul, a capital do país.

Um dos ataques na cidade teve como alvo uma escola, onde as pessoas que aguardavam para votar abandonaram o local de maneira desesperada.

Uma mesquita adaptada como centro eleitoral foi cenário de uma explosão e um policial ficou ferido.

O presidente afegão, Ashraf Ghani, votou no início da manhã em uma escola da capital e estimulou os compatriotas a fazer o mesmo.

Os eleitores formavam longas filas, provocadas por problemas nas listas de votação ou falhas nas máquinas de reconhecimento biométrico, utilizadas pela primeira vez.

"É um caos total, estou muito decepcionado", disse Payeza Mohamadi, 22 anos.

A Comissão Eleitoral Independente (CEI) pediu desculpas e prometeu ampliar o horário de votação, em alguns casos até domingo.

Os eleitores reclamavam sobretudo do risco de permanecer por muito tempo nas filas em função das ameaças terroristas.

Neste sábado, o porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, voltou a ameaçar o processo eleitoral em uma mensagem no Twitter.

"As pessoas deveriam abster-se de participar neste processo teatral e proteger suas vidas", escreveu.

As autoridades mobilizaram 54.000 integrantes das forças de segurança para proteger os quase nove milhões de eleitores registrados nas listas oficiais. Estas são as terceiras legislativas no país desde a intervenção militar americana que expulsou os talibãs do poder em 2001.

"Apesar do perigo, tinha que estar aqui. Temos que votar para ver novas caras no Parlamento e retirar os deputados corruptos", declarou à AFP um eleitor que se identificou apenas como Mustafa, de 42 anos, em Cabul.

Nos últimos dias, os talibãs divulgaram comunicados que pediam a desistência dos candidatos e o boicote dos eleitores. O grupo islamita chama o processo de "conspiração americana mal-intencionada".

Centenas de pessoas morreram ou ficaram feridas em ataques relacionados com as eleições. Ao menos 10 candidatos, dos 2.500 que disputam as 249 cadeiras na Câmara, foram assassinados.

Na quinta-feira, um ataque talibã contra um prédio do governo matou o chefe de polícia da província de Kandahar, o general Abdul Raziq, além do comandante do serviço secreto provincial e um jornalista afegão.

Após o ataque, o governo afegão adiou as eleições na província de Kandahar por uma semana.

As legislativas são consideradas um teste crucial para as eleições presidenciais 2019, assim como uma etapa importante antes de uma reunião da ONU em novembro em Genebra, na qual o governo do Afeganistão deverá demonstrar os progressos de seu "processo democrático".

* AFP

 

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