Dissidente cubano preso e em greve de fome é libertado - Mundo - A Notícia

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Havana16/10/2018 | 12h39

Dissidente cubano preso e em greve de fome é libertado

AFP
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O opositor cubano Tomás Núñez Magdariaga, que fazia greve de fome em protesto pela condenação a um ano de prisão por supostamente agredir um oficial, foi libertado pelas autoridades, informou um representante da dissidência.

"Foi libertado e agora viajo para visitá-lo", disse por telefone à AFP José Daniel Ferrer, secretário-executivo da União Patriótica de Cuba (Unpacu) na madrugada desta terça-feira.

Segundo uma nota à imprensa da Unpacu, Núñez, que na segunda-feira completou 62 dias de greve de fome e estava recluso em uma sala penal de um hospital de Santiago de Cuba (sudeste), foi colocado em "liberdade absoluta" e considerou que foi motivada por uma sólida campanha internacional a seu favor.

"Porque se não fosse a campanha que meus irmãos e vocês fizeram para mim principalmente nos Estados Unidos, não me soltariam", disse Núñez citado na nota da Unpacu.

O governo cubano não reconhece legalmente as organizações opositoras, e considera os ativistas "mercenários" à serviço de Washington.

A libertação coincide com um evento promovido pelos Estados Unidos nas Nações Unidas, que nesta terça-feira analisará a situação dos direitos humanos e os prisioneiros políticos na ilha.

"Peço às Nações Unidas que continue lutando por nossos irmãos que estão em prisões", disse Núñez.

O Granma classificou essa reunião de "convite desonesto".

"O atual governo de Washington pretende um novo compromisso contra Cuba usando o tema dos direitos humanos, e para isso estariam sendo convidados palhaços, desses que por qualquer dinheiro vendem sua alma ao diabo", apontou.

O jornal afirmou, ironicamente, sentir "pena dos fantoches que comparecem ao encontro e pena ainda maior daqueles que convocam, usando para promoção midiática anticubana locais que deveriam ser sagrados, para uso exclusivo da paz, do respeito mútuo, da solidariedade -muito importante - do decoro".

Em duas semanas, será votada na ONU uma resolução que solicita a suspensão do bloqueio que Washington aplica à ilha desde 1962. Essas resoluções contra o bloqueio contam com um majoritário apoio internacional.

* AFP

 

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