China qualifica de 'ridículas' acusações de intromissão nas legislativas dos EUA - Mundo - A Notícia

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Pequim05/10/2018 | 00h19

China qualifica de 'ridículas' acusações de intromissão nas legislativas dos EUA

AFP
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A China qualificou nesta sexta-feira de "injustificadas" e "ridículas" as acusações do vice-presidente americano, Mike Pence, de que Pequim está se intrometendo nas eleições legislativas dos Estados Unidos.

"Exortamos os Estados Unidos a cessar suas ofensas, a deixar de fazer acusações sem fundamento, a parar de difamar a China e de prejudicar os interesses chineses e as relações entre China e Estados Unidos", declarou Hua Chunying, porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores.

O vice-presidente americano "fez acusações injustificadas contra a política interna e externa da China", que "difamou afirmando que interfere em seus assuntos internos e nas eleições" dos EUA.

"Não se trata de nada além do que falar baseado em rumores, confundir a verdade e criar algo do nada. A parte chinesa se opõe firmemente a isto".

Pence acusou a China na quinta-feira de estar buscando forçar uma mudança de poder na Casa Branca por meio de interferência no processo eleitoral.

"Para colocar isso sem rodeios, a liderança do presidente Trump está funcionando. A China quer um presidente americano diferente", declarou Pence, em um discurso no Hudson Institute, um think tank conservador em Washington.

"Não pode haver dúvida quanto a isso: a China está se metendo na democracia da América".

Pence citou os anúncios da China na imprensa americana e o fato de mirar em estados politicamente estratégicos para os republicanos em sua retaliação comercial às sobretaxas impostas por Trump.

"É absolutamente ridículo por parte dos Estados Unidos estigmatizar seus intercâmbios normais e sua cooperação com a China como se fosse uma ingerência da China", afirmou Hua Chunying.

"A China sempre observa o princípio de não ingerência nos assuntos internos de outros e não temos qualquer interesse em interferir nos assuntos internos e nem nas eleições dos Estados Unidos".

* AFP

 

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