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Washington12/09/2018 | 17h45

Guerra comercial pesa sobre investimentos nos EUA, diz Fed

AFP
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As guerras comerciais lançadas pelo presidente Donald Trump estão pressionando as empresas americanas e fazendo elas adiarem ou reduzirem seus planos de investimento, afirmou nesta quarta-feira o Federal Reserve (Fed).

Na metade do país, entretanto, as dificuldades de encontrar mão de obra está afetando as vendas e fazendo muitas empresas adiarem projetos, segundo o Livro Bege do Fed sobre o estado da economia, que estima que a inflação está em alta.

A maior economia do mundo cresceu em um "ritmo moderado" em junho e julho, mas isso aconteceu "abaixo da média" nas regiões de St. Louis e Kansas City, segundo esse documento. A atividade industrial desacelerou em Richmond, Virgínia.

Os mercados dão como certo que o Fed voltará a elevar as taxas de juros em sua reunião de política monetária dentro de duas semanas, na qual as informações do Livro Bege serão cruciais para as discussões.

"Em geral, as empresas se mantêm otimistas sobre as perspectivas de curto prazo, embora em muitos distritos (do Fed) se perceba preocupação e incerteza sobre as tensões comerciais; especialmente, mas não apenas, entre os fabricantes", indicou.

"Muitos deles relataram que essas preocupações levaram as empresas a reduzir ou adiar investimentos de capital", afirma o Livro Bege.

Em seis dos 12 distritos se observou que a falta de mão de obra disponível estava prejudicando as vendas e obrigava os funcionários a adiar projetos.

"O aumento dos salários foi caracterizado principalmente como modesto ou moderado", acrescentou.

Os entrevistados disseram que a guerra comercial lançada por Trump em várias frentes fez os preços subirem, e as empresas planejavam repassar essa alta aos consumidores. Mesmo assim, fez os preços de matérias-primas-chave como a soja caírem.

"Os agricultores continuam a expressar preocupação pelos baixos preços das commodities agrícolas em consequência da disputa comercial entre China e Estados Unidos", segundo o informe.

Em Missouri e Indiana, indicou-se que os agricultores não fecharam contratos de soja a preços prévios às tarifas, o que lhes deixou expostos às atuais condições do mercado.

Principal compradora da soja americana, a China aplicou tarifas de represália a esse setor.

Agricultores, comerciantes e fabricantes lançaram uma campanha que ganha força contra a política comercial, perto das eleições legislativas de novembro.

* AFP

 

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