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Madri13/09/2018 | 11h50

Escândalo dos diplomas suspeitos atinge presidente do governo espanhol

AFP
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O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, defendeu-se nesta quinta-feira das acusações de ter plagiado a sua tese, depois de ter sido atingido pela polêmica dos diplomas suspeitos obtidos por vários políticos, incluindo o líder da oposição conservadora Pablo Casado.

Dois dias depois da renúncia da ministra da Saúde, Carmen Montón, por irregularidades em seu mestrado, o escândalo continuou a se espalhar.

Nesta quinta-feira, dois meios de comunicação conservadores, o jornal ABC e o digital Odriario, acusaram Sánchez de ter plagiado sua tese de doutorado.

Sánchez afirmou no Twitter que as acusações são "totalmente falsas" e ameaçou processar os veículos de comunicação "se não se retificarem".

Pouco tempo depois, em um comentário no Facebook, acrescentou que a tese "será disponibilizada em sua totalidade ao longo do dia de amanhã", sexta-feira, e reiterou que ele foi alvo de acusações "sem provas".

A polêmica surgiu na quarta-feira, quando o líder do partido liberal Ciudadanos, Albert Rivera, improvisou no Parlamento uma pergunta para Sanchez para incitá-lo a publicar sua tese.

"Há dúvidas razoáveis sobre a publicação de sua tese de doutorado. Torne sua tese pública" na internet, lançou.

Sánchez, graduado em Ciências Econômicas e Empresariais, defendeu sua tese sobre "inovações da diplomacia espanhola" em novembro de 2012 na universidade privada Camilo José Cela, onde há um exemplar físico.

No banco de dados oficial de teses de doutoramento, Teseo, é possível consultar a composição da banca e um breve resumo do trabalho, mas não o próprio documento, razão pela qual foi alvo de críticas e pressões nas últimas horas.

Cristina Monge, professora de ciências políticas na Universidade de Zaragoza, explicou à AFP que é normal deixar uma tese bloqueada quando se tem a intenção de publicar um livro sobre o assunto tratado, como, aliás, fez Sánchez.

Ela acredita que seu caso "não tem nada a ver" com o de Pablo Casado, que obteve um mestrado em condições vantajosas na Universidade Rey Juan Carlos, onde Carmen Montón e Cristina Cifuentes, ex-presidente conservadora da região de Madri, também estudaram.

Cifuentes também é acusada de graves irregularidades em seu mestrado.

"No momento, esse tipo de acusação é munição política", que não pode durar "para sempre, até que haja certeza absoluta", disse Paloma Román, professora de ciências políticas da Universidade Complutense de Madri.

O próprio Pablo Casado, que chegou à presidência do Partido Popular em julho apesar da polêmica, manteve-se discreto.

Este mês, a Suprema Corte deve decidir se irá investigá-lo por um suposto crime de prevaricação na obtenção de seu mestrado em 2008, quando era deputado do PP no Parlamento da região de Madri.

avl/mg/du/mb/mr

* AFP

 

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